Falta de policiais federais em Tabatinga: o que muda na segurança da fronteira

O Ministério Público Federal (MPF) entrou com uma ação na Justiça Federal exigindo medidas urgentes para reforçar a Delegacia da Polícia Federal em Tabatinga, no Amazonas. Localizada na tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru, a unidade enfrenta uma grave defasagem de servidores, o que gera acúmulo de investigações e risco real de paralisação de serviços essenciais.

A situação é crítica: o número de delegados na unidade caiu de cinco, em 2023, para apenas dois em 2026. Essa redução provocou uma sobrecarga massiva de trabalho, elevando a média de procedimentos sob responsabilidade de cada delegado de 19 para mais de 70

De acordo com MPF, número de delegados na unidade da PF em Tabatinga caiu de cinco, em 2023, para apenas dois em 2026. Foto: Reprodução/PF

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De acordo com o MPF, a falta de agentes e escrivães já compromete investigações sensíveis, como o inquérito que apura o desaparecimento de crianças indígenas que teriam sido levadas para o exterior. O órgão questiona a distribuição de efetivo da União, que anunciou novas delegacias em Tefé, Humaitá e Itaituba, mas negligenciou a manutenção de unidades estratégicas como a de Tabatinga.

Na ação, o MPF solicita que a União apresente um diagnóstico detalhado do efetivo em 15 dias e restabeleça o mínimo de cinco delegados no prazo de 30 dias

Fachada MPF do Amazonas
Fachada do Ministério Público Federal no Amazonas. Foto: Divulgação/MPF-AM

. O órgão também requer a regularização dos serviços de cartório e o andamento de inquéritos parados há mais de 60 dias, sob pena de multa diária de R$ 5 mil.

Por fim, o Ministério Público exige que a União execute, em até 180 dias, um plano definitivo para dimensionar o efetivo necessário na região, garantindo que a segurança na fronteira não seja comprometida pela abertura de novas unidades em outras cidades.

Com informações do Portal Amazônia.

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