Forte de Samaipata na Bolívia: o que é e por que não era militar

Embora seja mundialmente conhecido como Forte de Samaipata, o sítio arqueológico localizado na Bolívia, país da Amazônia Internacional, não nasceu como uma estrutura militar. Pesquisas indicam que sua função original era cerimonial, religiosa, administrativa e política, servindo como um ponto estratégico de transição entre os Andes e as terras baixas da Amazônia

Forte de Samaipata
Foto: Reprodução/Facebook-@Archaeology & Civilizations

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O nome “El Fuerte” foi atribuído pelos conquistadores espanhóis durante o período colonial, devido à posição elevada do local no topo de uma colina. No entanto, a maior parte do complexo foi construída muito antes da ocupação militar, começando por volta do ano 300 d.C. com grupos da cultura Mojocoya

Foto: Reprodução/Facebook-@Archaeology & Civilizations

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O principal símbolo do local é uma gigantesca rocha de arenito vermelho, considerada um dos maiores monumentos cerimoniais pré-colombianos das regiões andina e amazônica. Com 220 metros de comprimento, a pedra apresenta canais esculpidos, figuras geométricas e representações de animais ligados a rituais de fertilidade e divindades da natureza.

Além do centro cerimonial, o complexo urbano possuía um setor administrativo e residencial com praças, terraços agrícolas e a Kallanka, um edifício para atividades do Estado Inca. O sítio controlava rotas comerciais importantes e servia de contato entre diferentes culturas antes de ser abandonado após a fundação da nova cidade de Samaipata

Foto: Reprodução/Facebook-@Archaeology & Civilizations

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Reconhecido como Patrimônio Mundial pela Unesco desde 1998, o local preserva a história de povos como os Mojocoya e os Incas. A estrutura é um exemplo raro de integração entre arquitetura monumental e organização política em uma região de fronteira cultural

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Com informações do Portal Amazônia.

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