O presidente dos Estados Unidos declarou que a última segunda-feira (24) representaria o “Dia D” da ofensiva econômica que vem conduzindo contra o Irã. Em consonância com essa estratégia, o Departamento do Tesouro americano oficializou a aplicação de sanções direcionadas a indivíduos e entidades vinculadas ao regime de Teerã. Além disso, Washington alertou que poderá adotar medidas semelhantes contra nações que mantenham qualquer tipo de transação financeira ou comercial com o governo iraniano.
Em resposta às pressões, a gestão do Irã reagiu afirmando que possui o apoio de parceiros estratégicos e comerciais, destacando a proximidade com China e Rússia para mitigar os efeitos do isolamento econômico pretendido pelos Estados Unidos.
Paralelamente ao conflito com o Irã, a tensão comercial escalou na América do Norte. Nesta terça-feira (25), o Canadá anunciou a implementação de um tarifaço como medida de retaliação às taxas impostas por Donald Trump sobre mercadorias canadenses. O governo de Ottawa planeja aplicar alíquotas de até 50% sobre aproximadamente 700 itens importados dos EUA, o que deve gerar um impacto financeiro estimado em quase R$ 20 bilhões.
A análise detalhada desses eventos é discutida no podcast O Assunto, onde a jornalista Natuza Nery entrevista Cristina Pecequilo, especialista em relações internacionais e professora da Unifesp. Durante a conversa, Pecequilo explica a estratégia do primeiro-ministro canadense, Mark Carney, que adotou a lógica do “dólar por dólar” para enfrentar a administração Trump, analisando as consequências desse atrito para o Produto Interno Bruto (PIB) e a estabilidade econômica de ambos os países.
A especialista também detalha a tentativa de Washington de asfixiar a economia do Irã por meio de sanções comerciais rigorosas e as possíveis contraofensivas planejadas por Teerã. No cenário global, a instabilidade gera reflexos inclusive no Brasil; após contato telefônico entre os presidentes Lula e Trump, as duas nações agendaram uma nova reunião para a próxima segunda-feira, com o objetivo de negociar a aplicação de tarifas comerciais.
O cenário atual demonstra a volatilidade da política monetária e comercial global, onde o uso de tarifas de importação e sanções financeiras torna-se a principal ferramenta de pressão diplomática, afetando cadeias de suprimentos e a inflação de produtos importados em diversos mercados.
Com informações do G1