A novela “Quem Ama Cuida” está sendo um grande sucesso na Globo. Grande parte desse resultado vem da habilidade dos autores Walcyr Carrasco e Claudia Souto em debater temas importantes dentro da história.
Como um espelho da nossa sociedade, a trama traz à tona assuntos necessários. O OFuxico separou alguns dos pontos que mais chamaram a atenção!
Perda de moradia
Logo na estreia, a protagonista Adriana (Letícia Colin) e seus familiares perderam a casa devido a uma enchente. A mesma tragédia causou a morte de Carlos (Jesuíta Barbosa), marido da personagem. Até receberem o apoio de Arthur Brandão (Antonio Fagundes), eles enfrentaram a dura realidade de estarem desabrigados, sem bens e até sem documentos.
A situação do abrigo onde ficaram reflete a vida de muitas pessoas, destacando também a importância de trabalhos voluntários, como o realizado por Pedro (Chay Suede), para ajudar quem precisa.

Elitismo
Ainda no primeiro capítulo, ficou claro o preconceito de Pilar (Isabel Teixeira) com pessoas de classes sociais mais baixas. Mesmo com poucos recursos, ela manteve um padrão de vida elevado e mostrou que faria qualquer coisa para conseguir o dinheiro de Arthur.
Esse comportamento elitista se repete em quase toda a família Brandão, que age com superioridade por pertencer a uma classe alta. Afinal, como dizem, o dinheiro revela quem as pessoas realmente são!

Relação abusiva
Allan Souza Lima está de volta às novelas no papel de Tom, um pai e marido agressivo. Casado com Elenice (Mariana Sena), ele tem crises de ciúmes e usa a violência quando algo não o agrada, especialmente se a esposa usa roupas que gosta ou chega tarde em casa.
A trama mostra como o machismo faz com que comportamentos tóxicos sejam normalizados, como acontece com Elenice. A história serve de alerta para mulheres em situações semelhantes e para que homens revejam suas atitudes, lembrando que o “amor” não justifica proibições, como impedir a esposa de visitar a melhor amiga na prisão.

Homofobia “não vilanesca”
Mauricio (João Victor Gonçalves), o Mau Mau, conquistou a torcida enquanto descobre sua homossexualidade. No entanto, sua relação com o avô, Otoniel (Tony Ramos), é difícil. O patriarca costuma criticar a expressividade do neto, sugerindo que ele precisa “cortar as asas”.
Um detalhe curioso é que Otoniel afirma querer ser uma referência masculina para que Mau Mau seja “forte” e não sofra, alegando que “o mundo é cruel com os frágeis”. Apesar dos defeitos, ele é dedicado à família e faz o que acredita ser certo para protegê-la.
Isso indica que ele teme a homofobia que o neto poderá enfrentar, além de ter uma visão conservadora sobre o “papel do homem na sociedade”. A novela mostra que o preconceito pode existir dentro de casa, mesmo em pessoas que não são vilãs.
Reintegração na sociedade
Após ser presa injustamente pela morte de Arthur, Adriana enfrentou barreiras para conseguir emprego. Ela tentou trabalhar como fisioterapeuta, sua área de formação, mas foi recusada. Depois, trabalhou em um salão de beleza, mas foi demitida após um escândalo provocado por Pilar. Atualmente, ela trabalha em um restaurante.
A novela retrata a dificuldade real de ex-presidiários e pessoas presas injustamente que lutam para serem aceitas e reintegradas ao mercado de trabalho.

Fibromialgia
A personagem Elisa (Isabela Garcia), mãe de Adriana, mostra a luta de quem convive com a fibromialgia: anos de dores fortes, cansaço e idas ao médico até conseguir o diagnóstico. Trazer isso para a TV ajuda a informar a população e incentiva a busca por tratamento.

Abandono parental e obsessão
Brigitte (Tatá Werneck) aparece como uma mulher extremamente obsessiva, principalmente com os homens. Ela chega a considerar alguém que viu apenas uma vez como o “amor de sua vida”, exemplificando o comportamento de stalkers.
Essa carência vem do abandono parental causado por Pilar. Mesmo sendo a filha mais velha, Brigitte é humilhada e rejeitada pela mãe, que esconde a verdade sobre seu pai. A trama mostra que, infelizmente, nem todas as famílias são acolhedoras.

Com informações de O Fuxico.