FMI libera US$ 1 bilhão para a Argentina

Argentina recebe novo aporte do FMI em meio a esforços para estabilizar a economia e controlar a inflação

O Fundo Monetário Internacional (FMI) anunciou nesta quarta-feira (15) a liberação de US$ 1 bilhão (aproximadamente R$ 4,9 bilhões) para a Argentina. Esse valor faz parte de um programa de financiamento maior, totalizando US$ 20 bilhões (quase R$ 100 bilhões), destinado a auxiliar na recuperação econômica do país.

O acordo, com duração de quatro anos, é uma reestruturação de um empréstimo anterior de US$ 44 bilhões. O objetivo principal é fornecer suporte financeiro ao governo do presidente Javier Milei, permitindo a reorganização das contas públicas e o desmantelamento do controle cambial – as antigas restrições ao uso de dólares.

A Argentina possui um histórico extenso de colaboração com o FMI, com este sendo o 23º acordo firmado com a instituição sediada em Washington. Essa recorrência demonstra as dificuldades persistentes do país em alcançar o equilíbrio econômico e evitar crises.

O FMI reconheceu avanços nas medidas adotadas pelo governo Milei nos últimos meses, destacando o aumento do apoio político para implementar mudanças e os progressos no controle da inflação e da taxa de câmbio. Esses avanços contribuíram para a recomposição das reservas internacionais argentinas, consideradas cruciais para o pagamento de dívidas e a manutenção da estabilidade econômica.

Em 2025, a Argentina já recebeu US$ 12 bilhões dentro deste mesmo acordo, elevando o apoio total de organismos internacionais para cerca de US$ 42 bilhões. A flexibilização do controle sobre o dólar, permitindo sua variação dentro de uma faixa, facilitou transações comerciais e o envio de lucros para o exterior.

Apesar dos avanços, o sucesso do plano econômico depende da capacidade da Argentina de fortalecer suas reservas e manter a confiança dos investidores. A inflação argentina acelerou para 3,4% em março, o maior nível em um ano, mesmo com uma desaceleração no acumulado de 12 meses para 32,6%. Os maiores aumentos de preços foram observados em educação, transporte e serviços básicos. O governo busca manter a inflação abaixo de 2% ao mês para avançar na flexibilização cambial e consolidar a recuperação econômica.

Com informações da agência Reuters*

Com informações do G1

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