Artistas da Amazônia em Nova Iorque: quem são e o que expõem nos EUA

A Galeria David Nolan, em Nova Iorque (EUA), recebe a exposição ‘Riverlines’, que reúne obras de três gerações de artistas indígenas da Amazônia: Chico da Silva, Joseca Yanomami e Kuenan Mayu. A mostra destaca a força das tradições dos povos Yanomami, Tikuna, Tariana e Tukano, utilizando técnicas que vão da pintura ao tecido de casca de árvore para discutir clima, extrativismo e direitos indígenas

exposição de artistas indígenas em nova iorque
Artistas indígenas revelam olhares únicos sobre a cultura amazônica. Foto: Divulgação

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Entre os destaques está Kuenan Mayu, artista Magüta (Tikuna), Tariana e Tukano, nascida em Benjamin Constant (AM). Ela utiliza pigmentos naturais da floresta sobre a tela sagrada tururi para criar seres híbridos que habitam um mundo de metamorfoses. Sua obra expande a cosmologia Magüta, onde a casca da árvore serve como conduto entre reinos espirituais e a realidade material.

A exposição também resgata a trajetória de Francisco da Silva (1910–1985), natural do Acre. Conhecido por suas formas biomórficas e olhos hipnóticos, Chico via a pintura como autonomia ontológica. A peça central, ‘Serpente da Serra Luminosa’, reflete a visão do artista sobre os ecossistemas visuais do Norte do Brasil, posicionando a arte indígena fora do esoterismo europeu

exposição indígena em nova iorque
Foto: Divulgação

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Já Joseca Yanomami, de Roraima, traz a visão do ‘mundo-floresta-terra’ (urihi). Filho de um xamã, Joseca transforma cânticos e sonhos em desenhos figurativo-realistas. “Não desenho sem um motivo. Inspiro-me nas palavras que ouço dos xamãs”, afirma o artista, que busca tornar visível a beleza de uma forma de vida que enfrenta a voracidade econômica.

Curada por Simon Watson, a mostra ‘Riverlines’ foi desenvolvida em colaboração direta com as comunidades para garantir a apropriação cultural correta. Segundo o curador, o objetivo é mostrar ao público nova-iorquino que as visões da natureza da Amazônia possuem relevância global e que as obras são “voltadas para o futuro e profundamente ancoradas no lugar, no cuidado e na resistência”

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Com informações do Portal Amazônia.

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