Desmatamento no Acre: menos mata, menos peixes nos rios

A perda das matas ciliares nos riachos da Amazônia está diretamente ligada à diminuição da diversidade de peixes, segundo pesquisa do biólogo Lucas Pires Oliveira, da Universidade Federal do Pará (UFPA). O estudo, realizado entre 2019 e 2024 no Acre, analisou 23 riachos em reservas extrativistas e áreas não protegidas.

Os resultados indicam que riachos com maior perda de vegetação apresentaram menor variedade de espécies. Enquanto as reservas extrativistas abrigavam 75 e 60 espécies, a área com mais desmatamento continha apenas 58.

Espécies como o tamboatá, o muçum, o sarapó, o falso-peixe-faca-tigre, o jundiá e o ituí-transparente são particularmente vulneráveis aos impactos da perda da mata ciliar.

Menos mata, menor a diversidade de peixes
Muçum (Synbranchus marmoratus). Foto: Germano Woehl Junior

A pesquisa, publicada no Journal of Environmental Management, demonstra que a intensidade e a duração do desmatamento influenciam diretamente na diversidade de peixes, com consequências para o equilíbrio ecológico e a segurança alimentar das comunidades locais.

O estudo reforça a importância da preservação da mata ciliar para a manutenção da biodiversidade aquática e a sustentabilidade dos recursos hídricos na Amazônia.

Com informações do Portal Amazônia.

Deixe um comentário