Em Atalaia do Norte (AM), no Vale do Javari, o Sebrae intensifica o apoio aos negócios indígenas, com foco na Associação de Artesãos Aldeia Paraíso Etnia Matis (AAPE MATIS). A iniciativa visa estruturar e impulsionar a comercialização do artesanato local, superando desafios logísticos e de acesso ao mercado.
A associação, que reúne cerca de 120 artesãos, já possui CNPJ e presença online, demonstrando organização e potencial de crescimento. A conquista da Carteira Nacional do Artesão e a aquisição de um barco com motor, após participação na 3ª Feira de Arte Indígena de Benjamin Constant, são exemplos de avanços concretos.

O artesanato Matis, que inclui cerâmicas, cuias, máscaras, zarabatanas, arcos e flechas, é uma expressão cultural ancestral, transmitida de geração em geração. A valorização desse trabalho não se limita ao aspecto econômico, mas também à preservação da língua e dos conhecimentos tradicionais.
Para o presidente da associação, Tumi Wassa Matis, a participação em feiras e exposições é um ponto de virada para o povo. “Foi uma oportunidade que a gente não imaginava. A primeira experiência foi muito importante e rentável. Isso incentiva a comunidade a produzir mais, dar visibilidade ao nosso trabalho e abrir novos caminhos”, afirma.
A atuação da Prefeitura de Benjamin Constant e da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), através da Inpactas – Incubadora de Negócios de Impacto Socioambiental do Alto Solimões, é fundamental para consolidar essa estrutura e ampliar o alcance da produção artesanal.

Com uma população de pouco mais de 600 pessoas, o povo Matis representa um exemplo de como comunidades indígenas podem desenvolver negócios sustentáveis a partir de sua própria cultura, gerando renda e fortalecendo sua identidade.
Com informações do Portal Amazônia.