Após visita do rei Charles III aos EUA, Trump surpreende e suspende tarifas sobre o uísque da Escócia, beneficiando também Kentucky
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quinta-feira (30) a suspensão de tarifas e restrições que dificultavam o comércio de uísque entre a Escócia e o estado americano de Kentucky, conhecido pela produção de bourbon.
“As pessoas querem isso há muito tempo, já que havia um grande comércio entre países, especialmente no que diz respeito aos barris de madeira utilizados”, declarou Trump em uma publicação na Truth Social. A decisão veio logo após um encontro com o rei Charles III e a rainha Camilla, durante uma visita oficial à Casa Branca, onde o monarca britânico proferiu um discurso histórico no Congresso.
Segundo Trump, a medida é uma homenagem ao rei e à rainha, que “acabam de deixar a Casa Branca e em breve retornam ao seu maravilhoso país”. Ele enfatizou o papel do monarca na decisão: “O Rei e a Rainha me fizeram fazer algo que ninguém mais conseguiu, praticamente sem nem pedir!”.
A iniciativa visa facilitar a cooperação entre a Escócia e Kentucky na produção de uísque e bourbon, setores importantes para ambas as regiões. O uísque é um destilado de grãos produzido em diversos países, incluindo Escócia, Irlanda, EUA e Japão. Já o bourbon é um tipo específico de uísque americano, feito com pelo menos 51% de milho e envelhecido em barris novos de carvalho carbonizados.
Em 2025, EUA e Reino Unido haviam firmado um acordo que permitia a Washington cobrar uma tarifa básica de 10% sobre a maioria dos produtos importados do Reino Unido. Com o anúncio de Trump, espera-se uma redução nessas tarifas. Representantes da indústria celebraram a medida, afirmando que as destilarias poderão “respirar um pouco mais aliviadas em um período de forte pressão sobre o setor”, segundo a BBC.
O governo do Reino Unido confirmou que a medida se aplica a todas as tarifas sobre uísque, incluindo o irlandês. A decisão representa um alívio para o setor e um gesto diplomático após a visita real aos Estados Unidos.
Com informações do G1