Plataforma educacional usada por Harvard e Johns Hopkins é alvo de hackers

Ataque cibernético derruba plataforma Canvas, usada por universidades como Harvard e Johns Hopkins, em meio a provas finais

Um ataque cibernético derrubou nesta quinta-feira (7) a plataforma Canvas, utilizada por milhares de escolas e universidades para gerenciar notas, materiais de aula, tarefas e vídeos, causando transtornos a estudantes em meio ao período de provas finais nos Estados Unidos.

Segundo Luke Connolly, analista da empresa de cibersegurança Emsisoft, o grupo hacker ShinyHunters reivindicou a autoria da invasão. A Instructure, empresa responsável pelo Canvas, ainda não se pronunciou sobre o caso, nem informou se o sistema foi retirado do ar preventivamente ou se foi derrubado pelos hackers.

De acordo com Connolly, o grupo afirmou ter afetado cerca de 9 mil instituições de ensino em todo o mundo e acessado bilhões de mensagens privadas e outros registros. Nas redes sociais, estudantes relataram dificuldades para acessar materiais de estudo para exames finais. Algumas universidades já começaram a adiar provas e emitir alertas sobre possíveis tentativas de phishing.

🔎 “Phishing” é um tipo de golpe digital em que criminosos tentam enganar pessoas para roubar senhas, dados bancários ou outras informações pessoais.

A Universidade do Texas em San Antonio anunciou o adiamento de provas marcadas para sexta-feira. Já instituições como a Universidade da Pensilvânia, a Universidade Harvard e a Universidade Johns Hopkins também registraram impactos. Harvard tem 24.596 alunos matriculados neste ano e 20.667 empregados em todos os departamentos, incluindo os docentes.

Especialistas afirmam que escolas e universidades se tornaram alvos frequentes de hackers por concentrarem grandes volumes de dados digitalizados. O ataque ao Canvas foi comparado a uma invasão recente sofrida pela plataforma educacional PowerSchool.

O incidente serve como um alerta para a crescente vulnerabilidade de instituições de ensino a ataques cibernéticos, reforçando a necessidade de investimentos em segurança digital e proteção de dados.

Com informações do G1

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