EUA alertam influenciadores sobre monetização de conteúdo com visto de turista

A poucas horas do início da Copa do Mundo da Fifa, o governo dos Estados Unidos emitiu um alerta rigoroso para influenciadores estrangeiros. A medida foca em criadores de conteúdo que pretendem monetizar suas publicações enquanto estiverem no país utilizando o visto de turista.

Em nota conjunta enviada ao jornal espanhol “El País”, a Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA (CBP) e o Departamento de Segurança Interna foram claros: produzir conteúdo com o objetivo de gerar renda durante a estadia é considerado atividade laboral e, portanto, exige a documentação adequada.

“Entrar nos Estados Unidos com o único propósito de criar conteúdo (como influenciador) e, assim, gerar renda a partir dos Estados Unidos enquanto estiver no país é considerado trabalho e exige o visto apropriado”, afirma o comunicado oficial. O texto complementa que “Pessoas que entram nos Estados Unidos por meio de programas de visitação e recebem renda de uma fonte americana estariam violando as condições de sua admissão”.

O aviso surge em um momento estratégico, já que o evento esportivo deve atrair centenas de criadores de conteúdo de todo o mundo, incluindo brasileiros, interessados em registrar a experiência para milhões de seguidores nas redes sociais.

De acordo com as autoridades, o visto de turista (B-2) é destinado exclusivamente a lazer, férias, visitas a familiares ou tratamento médico. Ele não autoriza o exercício de qualquer atividade profissional nem o recebimento de pagamentos por serviços realizados em território americano.

As consequências para quem desrespeitar as normas são severas. O governo americano listou a possibilidade de cancelamento imediato do visto, deportação e a imposição de restrições para futuras tentativas de entrada no país.

Para quem realmente trabalha com a criação de conteúdo profissional, a alternativa sugerida é o visto O-1. Este documento é voltado para profissionais com habilidades extraordinárias em áreas como artes, esportes, ciência e negócios, permitindo a realização de campanhas publicitárias, parcerias com marcas e produções comerciais.

Uma fonte do governo, que falou sob anonimato ao “El País”, revelou que a gestão do presidente Donald Trump pretende intensificar a fiscalização em aeroportos e fronteiras para proteger os empregos locais. A fonte destacou que muitos influenciadores facilitam a fiscalização ao postar seus próprios processos de viagem: “Eles mesmos se denunciam por meio dos vídeos”.

O clima de incerteza tem crescido entre torcedores e profissionais internacionais devido às rígidas políticas de imigração. Recentemente, torcedores do Irã foram impedidos de entrar no país e um árbitro somali foi deportado sob a acusação de manter vínculos com grupos terroristas.

Com informações do G1

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