O Parlamento Europeu aprovou, nesta terça-feira (16), a redução das tarifas de importação sobre diversos produtos provenientes dos Estados Unidos. A decisão formaliza o cumprimento da parte europeia em um acordo comercial estratégico que havia sido firmado entre as duas potências econômicas no ano passado, conforme reportado pela agência de notícias Reuters.
A ratificação ocorre onze meses após a assinatura do pacto original. O acordo foi estabelecido durante um encontro diplomático realizado em um campo de golfe de Donald Trump, na Escócia, marcando a tentativa de estabilizar as relações comerciais entre o bloco europeu e a maior economia do mundo.
A demora na aprovação legislativa dentro da União Europeia (UE) havia gerado tensões diplomáticas e econômicas. Diante da lentidão do processo, Donald Trump chegou a ameaçar a imposição de tarifas “muito mais altas” sobre os produtos europeus, caso as medidas de redução não fossem adotadas até o dia 4 de julho.
No detalhamento do entendimento econômico, a União Europeia concordou em eliminar as tarifas de importação sobre produtos industriais americanos. Além disso, o bloco europeu concederá acesso preferencial ao seu mercado para produtos agrícolas dos EUA, o que deve beneficiar a balança comercial americana no setor agropecuário.
Em contrapartida a essas concessões, os Estados Unidos mantiveram a aplicação de tarifas de 15% sobre a maior parte dos bens produzidos na Europa. Essa assimetria nas taxas reflete a complexidade das negociações de política comercial entre as duas regiões, onde a redução de barreiras tarifárias é usada como moeda de troca para evitar guerras comerciais mais profundas.
Paralelamente a esse acordo, o cenário jurídico nos Estados Unidos apresenta novos desdobramentos. A Corte de Comércio dos EUA emitiu um parecer afirmando que as tarifas globais de 10% propostas por Trump são ilegais, adicionando mais uma camada de incerteza sobre a política monetária e comercial externa do governo americano.
Para economistas, a redução de tarifas é fundamental para diminuir os custos de transação e evitar a pressão inflacionária sobre produtos importados, embora a manutenção de taxas elevadas por parte dos EUA continue a ser um ponto de atrito para as exportações europeias.
Com informações do G1