A insegurança alimentar e nutricional grave sofreu uma queda drástica na Região Norte entre 2022 e 2024, recuando de 25,7% para 6,3%. Segundo a Escala Brasileira de Insegurança Alimentar (EBIA), cerca de 3,6 milhões de pessoas deixaram de passar fome no período, enquanto 5,5 milhões recuperaram a segurança alimentar total.
Os resultados são atribuídos à retomada do Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan). De acordo com Valéria Burity, secretária extraordinária de Combate à Pobreza e thể Fome do MDS, “em 2024, o país atingiu a menor taxa da história para a insegurança alimentar grave, levamos dois anos para reconquistar uma marca que, no passado, levou dez anos (2003-2013) de construção de políticas públicas para ser alcançada”.

Na Região Norte, a adesão municipal ao Sisan cresceu quase nove vezes, saltando de 33 para 294 cidades. Essa expansão permite que as prefeituras organizem melhor a produção e distribuição de alimentos, garantindo que a assistência chegue a quem mais precisa por meio de redes integradas.
O impacto local é visível nos dados do IBGE: 63% dos municípios do Norte já possuem Conselhos Municipais de Segurança Alimentar (Consea) e 71% utilizam a agricultura familiar para abastecer o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). A região conta ainda com 95 restaurantes populares e 18 cozinhas comunitárias.
O Sisan coordena ações essenciais como o Bolsa Família, o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). O objetivo é manter o Brasil fora do Mapa da Fome da FAO, mantendo a subalimentação abaixo de 2,5% da população.
Com informações do Portal Amazônia.