Alckmin: governo não decidiu sobre o fim da “taxa das blusinhas”

Governo Alckmin mantém em aberto o futuro da “taxa das blusinhas”, criticada por Lula e defendida por setores da economia

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), afirmou neste sábado (18) que ainda não há uma decisão sobre a revogação da chamada “taxa das blusinhas”.

“Essa foi uma decisão do Congresso Nacional [de aprovar o tributo sobre as compras internacionais até US$ 50]. Não há ainda uma decisão sobre isso [revogar a taxação]. Nós já nos pronunciamos. Vamos aguardar”, disse Alckmin.

A declaração ocorre em meio a um debate acalorado sobre o imposto, que incide sobre compras internacionais de até US$ 50. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já criticou publicamente a medida, classificando-a como “desnecessária”. Nesta quinta (16), ao ser questionado por jornalistas no Palácio do Planalto, o vice-presidente citou a manutenção da cobrança para preservação de empregos no país.

Outros membros do governo também se manifestaram. O novo ministro da Secretaria de Relações Institucionais (SRI), José Guimarães (PT), defendeu o fim da cobrança, assim como Guilherme Boulos, ministro da Secretaria-Geral da Presidência, que citou a possibilidade da revogação em entrevista à GloboNews. Diante das críticas, empresários e trabalhadores de 67 associações enviaram um ofício a Lula em protesto contra um possível fim do imposto, classificando-o como uma medida “eleitoreira”.

A taxa foi aprovada pelo Congresso Nacional com apoio do Ministério da Fazenda, após reclamações de empresários sobre a concorrência de produtos estrangeiros de baixo valor, principalmente da China. A Receita Federal informou que a arrecadação em janeiro deste ano foi de R$ 425 milhões, um aumento de 25% em relação ao mesmo mês do ano passado. Em 2023, a arrecadação total alcançou R$ 5 bilhões, contribuindo para o cumprimento da meta fiscal.

Boulos declarou que é possível que o governo reverta a “taxa das blusinhas”. A discussão sobre a manutenção ou revogação do imposto deve continuar nos próximos dias, com o governo buscando um equilíbrio entre a arrecadação, a proteção da indústria nacional e as críticas sobre o impacto no consumidor.

Com informações do G1

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