A ArcelorMittal comunicou, nesta sexta-feira (28), a validação de um novo aporte bilionário destinado ao estado do Espírito Santo. A companhia planeja a implementação de um Laminador de Tiras a Frio e de uma Linha de Revestimento Contínuo na Unidade Tubarão, localizada no município da Serra, na região da Grande Vitória. O montante total previsto para a execução do projeto situa-se entre R$ 4 bilhões e R$ 5 bilhões.
De acordo com as informações da empresa, a nova estrutura de revestimento terá a capacidade produtiva de 560 mil toneladas de materiais anualmente. O fluxo produtivo utilizará as bobinas a quente, que já são fabricadas na própria planta, para a criação de produtos laminados a frio e com revestimento metálico, características que proporcionam uma resistência superior contra a corrosão.
As novas instalações industriais focarão na entrega de produtos de alto valor agregado. O intuito da ArcelorMittal é suprir demandas de setores estratégicos da economia, com destaque para a indústria automotiva, a construção civil e o segmento de linha branca, que engloba a fabricação de eletrodomésticos.
No que diz respeito ao cronograma, a expectativa é que as intervenções físicas comecem em 2026, com um prazo de execução estimado em três anos e meio. O projeto deve impulsionar significativamente o mercado de trabalho capixaba, com a previsão de gerar 3 mil postos de trabalho no período de pico das obras. Já para a fase operacional, prevista para o primeiro semestre de 2030, estima-se a atuação de aproximadamente 450 profissionais fixos na unidade.
O presidente da ArcelorMittal Brasil e CEO da ArcelorMittal Aços Planos LATAM, Jorge Oliveira, ressaltou a relevância do investimento para o desenvolvimento regional. “Ao gerar oportunidades, atrair novos negócios e criar um efeito multiplicador positivo em toda a cadeia de valor, este projeto contribuirá para o crescimento econômico do Estado e reflete nossa confiança no futuro do Brasil”.
A iniciativa integra a estratégia de diversificação de portfólio da organização, priorizando as etapas avançadas de produção, conhecidas tecnicamente como downstream, e apostando na expansão do mercado interno. A empresa fundamenta a decisão em dados de consumo: a média de consumo de aço por habitante no Brasil é de 122,5 kg ao ano, valor que é 41% inferior à média global, que atinge 209 kg.
Com informações do G1