O curta-metragem ‘Ponto de Virada da Amazônia’, produzido pelo WWF-Brasil, traz um alerta urgente sobre o risco de colapso da maior floresta tropical do mundo, mas foca em soluções concretas para reverter o cenário. O filme combina a ciência acadêmica com o conhecimento ancestral para provar que a conservação do bioma é viável e necessária.
Um dos destaques da produção são as iniciativas do povo Paiter Suruí, na Terra Indígena Sete de Setembro, em Rondônia. O documentário mostra como a produção sustentável de café, cacau, banana e castanha gera renda sem derrubar a floresta. “Essas iniciativas de produzir com responsabilidade e de forma sustentável são um modelo que a gente está propondo para a Amazônia”, afirma o cacique geral Almir Suruí

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Além dos exemplos locais, o curta reforça a importância estratégica da região para o clima global, já que a Amazônia influencia as chuvas em toda a América do Sul. Especialistas como Carlos Nobre e Ivaneide Bandeira Cardozo destacam que as comunidades tradicionais são a principal barreira contra a ruptura ecológica do bioma.
O impacto econômico da preservação também é evidenciado. Dados do estudo Nova Economia da Amazônia indicam que investimentos em bioeconomia podem gerar até 833 mil novos empregos e injetar mais de R$ 40 bilhões anuais no PIB da Amazônia Legal até 2050

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Ao final, o documentário deixa claro que a floresta em pé possui maior valor econômico e social do que a área degradada. “A maior economia está na floresta em pé. A maior economia está na vida garantida. A maior economia é a economia de um futuro habitável também”, resume Txai Suruí, enfatizando que é possível produzir e proteger simultaneamente.
Com informações do Portal Amazônia.