O cenário do comércio exterior brasileiro enfrenta um novo e complexo desafio. O Representante do Comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer, afirmou nesta quarta-feira (22), durante audiência no Comitê de Finanças do Senado americano, que as práticas de desmatamento no Brasil prejudicam a competitividade dos agricultores dos EUA.
Segundo Greer, a diferença nos rigorosos controles ambientais entre as duas nações cria um desequilíbrio no mercado. O representante americano foi categórico ao afirmar que os “padrões ambientais mais baixos em outros países justificam tarifas mais altas”, vinculando a preservação florestal diretamente a barreiras tarifárias comerciais.
As declarações coincidem com a entrada em vigor de um novo “tarifaço” de 25% imposto pelo governo de Donald Trump sobre diversos produtos brasileiros. A medida é o resultado de uma investigação conduzida pelo governo americano, que concluiu que o Brasil adota práticas que “oneram ou restringem” o fluxo de comércio com os Estados Unidos.
Para a economia brasileira, a imposição de tarifas de importação representa um aumento no custo dos produtos nacionais para o consumidor americano, o que pode reduzir o volume de exportações e impactar a balança comercial do país. Esse tipo de medida protecionista costuma gerar pressões sobre a competitividade do agronegócio e da indústria brasileira no exterior.
Além da taxa ambiental já implementada, o Brasil e outros 59 países podem enfrentar novas sobretaxas nos próximos dias. A expectativa é que seja anunciada uma taxa adicional, com valores estimados entre 10% e 12,5%.
Diferente da primeira medida, esta nova cobrança estaria fundamentada em investigações sobre práticas de trabalho forçado. Caso seja confirmada, a cumulatividade das tarifas pode encarecer significativamente o acesso de mercadorias brasileiras ao mercado norte-americano, exigindo respostas diplomáticas e ajustes nas estratégias de exportação do país.
Com informações do G1