Hackers dizem ter roubado dados de 50 empresas, incluindo Shell e Philips

Um grupo de cibercriminosos conhecido como Cl0p afirmou ter roubado grandes volumes de dados de quase 50 empresas ao redor do mundo. Entre as vítimas citadas no site do grupo estão gigantes como Philips, Shell, Fiserv e General Electric.

A Philips confirmou que foi alvo do ataque e informou que conseguiu identificar e conter a invasão a um servidor corporativo que armazenava dados internos. De acordo com a companhia, o incidente não afetou os sistemas ou ambientes de seus clientes.

Já a Shell declarou estar ciente de um “possível incidente” recente. A empresa afirmou que está trabalhando com suas equipes de segurança e especialistas externos para investigar a extensão do caso.

A Fiserv, por sua vez, disse conhecer as alegações dos hackers, mas afirmou que, após análise completa, não encontrou evidências de comprometimento de dados de clientes, informações bancárias, transações ou dados pessoais, nem impacto em seus sistemas.

A General Electric não respondeu aos pedidos de comentário sobre a situação. Até o momento, a agência Reuters não conseguiu verificar de forma independente se os dados foram realmente roubados, qual o volume da informação ou o tipo de dado obtido. O grupo Cl0p também não respondeu a solicitações de entrevista.

Embora não haja certeza absoluta sobre a porta de entrada dos invasores, a Ransom-ISAC, organização especializada em ameaças cibernéticas, emitiu um alerta em 22 de julho. A entidade indicou que o Cl0p estaria explorando falhas de segurança nos programas PTC Windchill e FlexPLM, softwares utilizados para gerenciar projetos de engenharia e processos de fabricação.

A PTC, desenvolvedora dos programas, não comentou o caso oficialmente, mas publicou diversos alertas de segurança desde 18 de junho, orientando seus clientes a instalarem atualizações que corrigem a vulnerabilidade.

Brandon Parsons, gerente de inteligência de ameaças da Ascent Solutions e autor do alerta da Ransom-ISAC, explicou que algumas empresas começaram a ser notificadas pelo Cl0p entre 19 e 20 de julho. Segundo ele, o grupo não costuma escolher alvos específicos.

“Eles não atacam uma empresa específica. Eles encontram uma vulnerabilidade de dia zero e exploram essa falha”, afirmou Parsons.

Uma vulnerabilidade de “dia zero” ocorre quando existe uma falha de segurança desconhecida pelo fabricante do software e que ainda não possui correção disponível. Isso torna milhares de usuários potenciais alvos de ataques simultâneos, já que a defesa ainda não foi criada.

Com informações do G1

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