O perfil da navegação digital no Brasil está mudando. De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), divulgada nesta quinta-feira (2) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os brasileiros com 60 anos ou mais foram o grupo que apresentou o maior crescimento no acesso à internet em 2025.
Entre a população idosa, a proporção de usuários da rede saltou de 70,1%, em 2024, para 74,5% em 2025. Quando comparado aos dados de 2019, o avanço é ainda mais expressivo, com um salto de 29,6 pontos percentuais. Apesar do crescimento acelerado, esse grupo ainda é o que menos utiliza a rede no país.
Para o IBGE, esse movimento positivo pode estar relacionado “à evolução nas facilidades para o uso dessa tecnologia e na sua disseminação no cotidiano da sociedade”. O fenômeno se repete no uso de aparelhos celulares, onde a faixa etária de 60 anos ou mais subiu de 78,3% para 80,3% no último ano.
No entanto, o cenário é diferente para as gerações mais novas. Crianças entre 10 e 13 anos foram a única faixa etária a registrar queda no uso de internet e de celulares. O acesso à rede nesse grupo caiu de 84,9% para 84,4% em 2025.
Os motivos para a redução entre as crianças variam. Entre as que não acessaram a rede, 33,8% apontaram a falta de necessidade, enquanto 30,3% citaram a preocupação com a privacidade ou segurança. No caso específico do uso de celulares, a queda foi de 56,7% para 55,2%, sendo a segurança e a privacidade as principais razões apontadas.
De forma geral, a conectividade no Brasil continua em expansão. O uso da internet atingiu 90,5% da população com 10 anos ou mais em 2025, o que representa cerca de 168,7 milhões de pessoas. No ano anterior, esse índice era de 89,2%.
As atividades mais comuns na rede incluem chamadas de voz ou vídeo (95,3%), troca de mensagens de texto, voz ou imagens (90,2%), consumo de vídeos (89,3%), uso de redes sociais (84,9%) e audição de músicas, rádio ou podcasts (83,7%). O celular segue como a principal porta de entrada, sendo utilizado por 98,7% dos internautas.
O levantamento também destaca a redução do abismo digital entre campo e cidade. Embora as áreas urbanas ainda tenham maior acesso, a diferença em relação às zonas rurais diminuiu drasticamente: de 37,5 pontos percentuais em 2016 para apenas 8,5 pontos percentuais em 2025.
Com informações do G1