A Meta, empresa controladora do Facebook, Instagram e WhatsApp, anunciou nesta segunda-feira (13) a expansão de seu centro de processamento de dados em Richland Parish, no estado da Louisiana, Estados Unidos. Com a ampliação, o investimento total no projeto saltou para mais de US$ 50 bilhões.
O complexo, batizado de Hyperion, terá sua capacidade computacional elevada para 5 gigawatts. Inicialmente, a previsão era de 2 gigawatts, potência necessária para suportar o treinamento de grandes modelos de linguagem (LLMs), que são a base tecnológica de ferramentas populares como o ChatGPT.
O movimento reflete a estratégia agressiva do CEO Mark Zuckerberg em apostar em agentes de inteligência artificial. Para isso, a Meta planeja investir US$ 600 bilhões em infraestrutura e geração de empregos nos Estados Unidos ao longo dos próximos três anos, construindo data centers massivos para suprir uma demanda que, atualmente, supera a oferta global de poder computacional.
Apesar do volume de investimentos, o projeto enfrenta resistências. Grupos ambientalistas e entidades de defesa do consumidor têm pressionado contra a expansão, citando o alto consumo de energia dessas instalações. A organização Earthjustice, por exemplo, tentou investigar o financiamento do projeto no início deste ano, embora o pedido tenha sido negado.
A preocupação da Earthjustice é que o acordo financeiro possa, no futuro, transferir os custos da obra para os consumidores de energia da região, caso a Meta decida abandonar o projeto antes que a concessionária local recupere o capital investido.
No campo econômico, a Meta destaca os benefícios imediatos para a região da Louisiana. Desde que as obras começaram, em dezembro de 2024, empresas locais já receberam mais de US$ 1,6 bilhão em contratos. Além disso, com a nova expansão, a companhia prometeu investir mais de US$ 1 bilhão em melhorias na infraestrutura da cidade, abrangendo sistemas de esgoto, água e estradas.
A corrida armamentista da IA coloca a Meta lado a lado com outras gigantes da tecnologia, que também despejam bilhões de dólares em hardware e energia para garantir a liderança no desenvolvimento de sistemas inteligentes e automatizados.
Com informações do G1