Meta vai a julgamento por vício de jovens em Instagram e Facebook

A Meta, empresa responsável pelo Instagram e pelo Facebook, começa a enfrentar nesta quarta-feira (12) um processo judicial de proporções gigantescas nos Estados Unidos. A companhia é acusada por procuradores-gerais de diversos estados de ter projetado suas plataformas deliberadamente para criar dependência em crianças e adolescentes.

O caso é o resultado da união de ações iniciadas em 2023 por cerca de 30 estados americanos. O processo é visto como um dos marcos jurídicos mais importantes já movidos contra redes sociais, focando especificamente no impacto negativo dessas ferramentas sobre a saúde mental e a segurança de menores de idade.

A etapa inicial do processo ocorre nesta quarta-feira, com a seleção do júri no Tribunal Federal de Oakland, na Califórnia. O cronograma prevê que as audiências comemais testemunhas e evidências comecem no dia 18 de agosto, com duração prevista de seis semanas. A expectativa é que o veredicto final seja anunciado no início de outubro.

A acusação, representada pelos procuradores-gerais da Califórnia, Colorado, Kentucky e Nova Jersey, não busca apenas punições financeiras. O grupo pede mudanças profundas e restrições rigorosas no funcionamento do Instagram e do Facebook para o público jovem.

No campo financeiro, as sanções solicitadas são astronômicas: podem chegar a US$ 1,4 trilhão, o que equivale a aproximadamente R$ 7,22 trilhões. Para se ter uma ideia da magnitude, esse valor é quase idêntico à capitalização de mercado da própria Meta, que superou os US$ 1,5 trilhão (R$ 7,74 trilhões) na última sexta-feira.

Mark Zuckerberg, fundador e CEO da Meta, é um dos principais alvos da acusação e deve ser chamado a depor como testemunha. O executivo já teve que prestar depoimentos semelhantes em outros processos recentes, como em um caso julgado em Los Angeles há seis meses.

Este não é o primeiro revés da empresa este ano. A Meta já foi condenada em duas ocasiões recentes: a primeira, junto ao YouTube, resultou no pagamento de US$ 6 milhões (R$ 30,97 milhões) a uma adolescente. A segunda condenação, no estado do Novo México, impôs multas e indenizações que somam US$ 1 bilhão (R$ 5,16 bilhões).

Com informações do G1

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