Mineração em terras indígenas: STF fixa regras para área Cinta Larga

O Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) referendou liminar que concede ao Congresso Nacional o prazo de 24 meses para editar a lei que regulamenta a exploração mineral em terras indígenas. A decisão ocorre após o reconhecimento de que há uma omissão legislativa de 37 anos sobre o tema, o que deixa a atividade em um vácuo jurídico.

Para o ministro relator Flávio Dino, a falta de regulamentação favorece a expansão do “garimpo ilegal, o narcogarimpo e a crescente atuação de organizações criminosas”. No entanto, ele ressaltou que a decisão não é uma autorização aberta para a mineração, que continua dependendo de autorização do Congresso e escuta das comunidades

Congresso tem 24 meses para editar lei sobre mineração em terras indígenas, decide STF 
Congresso tem 24 meses para editar lei sobre mineração em terras indígenas, decide STF. Foto: Reprodução/Polícia Federal

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Um ponto central da decisão foca na Terra Indígena Cinta Larga. O STF determinou que o governo federal providencie a retirada de qualquer atividade de garimpo ilegal na área, inclusive com o uso da força, se necessário, além de concluir a escuta do território

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Enquanto a lei definitiva não é criada, foram fixadas regras provisórias para a área Cinta Larga. Entre elas, a obrigatoriedade de consulta prévia às comunidades, a limitação da exploração a no máximo 1% do território e a preferência dos indígenas na exploração dos recursos

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Caso a comunidade autorize empreendimentos de terceiros, o povo indígena terá direito a 50% do valor devido aos estados, municípios e União. Esse recurso deve ser obrigatoriamente destinado a projetos de segurança territorial, saúde, educação e recuperação ambiental, sob fiscalização do Ministério Público Federal.

Com informações do Portal Amazônia.

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