As mudanças climáticas deixaram de ser projeções para se tornarem fenômenos diários na Amazônia, manifestando-se através de secas históricas e alterações no regime de chuvas. Diante desse cenário, pesquisadores buscam entender como essas transformações afetam a biodiversidade e a economia das comunidades locais.
Um dos destaques é a pesquisa de Daniel Olentino, da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), que investiga o impacto de eventos hidrológicos extremos no manejo comunitário do pirarucu. O estudo ocorre nas Reservas de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá e Amanã, áreas fundamentais para a conservação da espécie

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O objetivo é verificar se as secas severas estão reduzindo a captura do peixe, diminuindo a renda das famílias e elevando os custos operacionais. “Nos últimos anos, a Amazônia tem vivenciado secas cada vez mais severas, que afetam o modo de vida das comunidades, a logística da produção e o acesso aos recursos naturais”, afirma Olentino.
Além da Amazônia, o programa Bolsas FUNBIO apoia estudos em ecossistemas de montanha, entre RJ e MG, e a análise de contaminantes em recifes de coral. Essas pesquisas funcionam como “sentinelas ambientais”, alertando sobre a vulnerabilidade de biomas brasileiros diante do aquecimento global.
Para novos pesquisadores interessados em conservação e gestão ambiental, as inscrições para a nona edição do programa Bolsas FUNBIO permanecem abertas até 30 de julho de 2026, visando fortalecer a produção de conhecimento aplicado em campo.
Com informações do Portal Amazônia.