As recentes alterações nas normas para a obtenção da primeira Carteira Nacional de Habilitação (CNH) geraram um impacto imediato no volume de candidatos. Segundo dados do Ministério dos Transportes, houve um aumento de 23,5% no número de exames de direção realizados nos primeiros cinco meses de 2026.
De acordo com o balanço oficial, foram registradas 2.280.021 avaliações no período, superando a marca de 1.845.694 exames realizados no mesmo intervalo de 2025. A pasta destacou que, apesar da alta expressiva na demanda por exames, não houve crescimento nas filas de espera para a etapa final do processo de habilitação.
O reflexo das novas regras também é visível na preparação dos condutores. Foram realizados 2.343.393 cursos práticos, o que representa uma alta de 20% em comparação ao ano anterior. Como resultado, o Brasil já emitiu 1.138.190 CNHs sob a nova regulamentação, o maior volume já registrado pelo ministério para este período.
Um dos fatores determinantes para esse crescimento foi a redução do custo financeiro para o cidadão. Com a extinção da obrigatoriedade do curso teórico em autoescolas, houve uma economia direta estimada em R$ 1.840.397.022,58 para a população.
Para se ter uma ideia do impacto no bolso do consumidor, em estados como Minas Gerais, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, o custo apenas do curso teórico girava em torno de R$ 1.000,00. No total, o investimento para aulas teóricas e práticas costumava variar entre R$ 3.000,00 e R$ 5.000,00. O Ministério dos Transportes aponta que 55% dessa economia total está concentrada em apenas seis das 27 unidades da federação.
Além do fator econômico, a simplificação do exame prático, via Manual Brasileiro de Exames de Direção Veicular, padronizou as diretrizes em todo o território nacional. A mudança mais emblemática foi o fim da manobra de baliza como etapa obrigatória, além de uma revisão profunda nos critérios de aprovação.
Agora, o sistema de avaliação funciona por acúmulo de pontos. O candidato é aprovado desde que não ultrapasse o limite de 10 pontos. As infrações são classificadas por peso: leves (1 ponto), médias (2 pontos), graves (4 pontos) e gravíssimas (6 pontos).
Outra alteração significativa foi a extinção da ‘infração única’, que anteriormente causava a reprovação imediata do candidato. Com a nova regra, mesmo cometendo um erro grave, o condutor pode continuar a prova, sendo reprovado automaticamente apenas ao atingir a pontuação máxima permitida.
Com informações do G1