A Petrobras anunciou, nesta quarta-feira (10), a aquisição de 50% de participação no bloco exploratório Itaimbezinho. O ativo está localizado na Bacia de Campos, região estratégica do litoral brasileiro conhecida por seu vasto potencial de exploração no pré-sal.
Anteriormente, a operação pertencia integralmente à Equinor Brasil Energia. Com a nova transação, a empresa norueguesa permanece com metade da operação, transformando a relação em uma parceria conjunta para a exploração da área.
Segundo a Petrobras, a movimentação visa otimizar a operação na região. “A parceria maximiza sinergias na Bacia de Campos, região onde a Petrobras já desenvolve ativos vizinhos, também em parceria com a Equinor, como o projeto Raia e a licença exploratória de Jaspe”, informou a companhia em nota oficial.
Para quem não está familiarizado com os termos técnicos, um bloco exploratório funciona como um “lote” de área no mar. Esse espaço é cedido pelo governo federal para que as empresas realizem estudos e investigações técnicas para confirmar a existência de jazidas de petróleo ou gás natural.
A gestão do contrato de partilha — modelo em que a União e as empresas dividem a produção de óleo e gás — ficará a cargo da estatal Pré-Sal Petróleo (PPSA).
A estatal destacou que a compra faz parte de um planejamento estratégico para garantir a viabilidade do negócio a longo prazo. De acordo com a empresa, a aquisição “está alinhada à estratégia de longo prazo da companhia, visando à recomposição das reservas de petróleo e gás por meio da exploração de novas fronteiras e atuação em parceria”.
A recomposição de reservas é fundamental para a saúde financeira e operacional da Petrobras, pois garante que a empresa continue produzindo volumes significativos de hidrocarbonetos mesmo após o esgotamento de campos mais antigos.
Apesar do anúncio, a conclusão do negócio ainda depende de trâmites regulatórios. O processo será submetido à análise e aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), para garantir que não haja prejuízo à concorrência, e da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
A finalização da transação está condicionada ao cumprimento de todas as aprovações governamentais e regulatórias aplicáveis ao setor de energia no Brasil.
Com informações do G1