A cidade de Presidente Prudente, no interior de São Paulo, será a sede da 7ª edição da Feira Tecnológica da Batata Doce (Batatec) em 2026. O evento do setor agroindustrial contará com a participação de 60 empresas, que levarão ao público as mais recentes novidades em maquinários e soluções tecnológicas desenvolvidas para elevar a produtividade no campo.
De acordo com dados fornecidos pela Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta Regional) e pelo Instituto de Economia Agrícola (IEA), o estado de São Paulo mantém a liderança nacional na produção de batata doce, com uma estimativa de colheita de 152 mil toneladas. No oeste paulista, que se consolida como a principal região produtora do estado, a previsão é de que sejam colhidas 4 milhões de caixas, cada uma com 24 quilos.
A organizadora do evento, Lucy Rocha, ressaltou que a batata doce produzida na região já possui amplo reconhecimento em todo o território nacional. O empresário Hélio Carlos Drape, que acompanha a feira desde a sua primeira edição, exemplifica a evolução do setor: ele iniciou suas atividades com um protótipo de arrancador e, atualmente, disponibiliza diversos implementos agrícolas para suprir as demandas dos produtores locais.
No campo das inovações industriais, o gestor David de Carlo aposta em novas tecnologias para garantir o aproveitamento integral da matéria-prima. A proposta é utilizar 100% da batata doce na fabricação de ração animal e na produção de etanol, assegurando o rendimento total da safra, inclusive daquelas batatas que não atingem o padrão exigido para a comercialização direta ao consumidor.
O avanço das pesquisas também tem incentivado a diversificação dos cultivos na região. O produtor Luiz Rocha, por exemplo, cultiva seis variedades distintas, que abrangem desde a batata canadense até tipos exóticos de polpa laranja e roxa. Com uma área de 50 hectares dividida em diferentes estágios de plantio, ele consegue manter a produção durante todo o ano, com a expectativa de colher 150 mil caixas nesta temporada.
Para otimizar sua operação, Luiz já utiliza uma plantadeira e planeja investir na aquisição de uma colheitadeira. Ambos os equipamentos são desenvolvidos em Presidente Prudente, reforçando a importância do polo tecnológico local para o fortalecimento da economia agrícola regional.
Com informações do G1