Rota de cubanos em Roraima: como funciona a travessia e os riscos reais

Um fluxo crescente de migrantes cubanos tem utilizado a fronteira de Bonfim, em Roraima, para entrar no Brasil. A rota começa em Havana, passa por Georgetown e Lethem, na Guiana, e termina em território brasileiro. No caminho, muitos são aliciados por “coiotes”, que cobram até US$ 10 mil dólares para facilitar a entrada irregular, explorando a desinformação das vítimas sobre a possibilidade de refúgio legal e gratuito

Cubanos saem de Havana, em Cuba, até a Guiana. Para chegar ao Brasil, atravessam fronteiras em botes e cruzam áreas de mata. Foto: Reprodução

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A Polícia Rodoviária Federal (PRF) registrou um salto alarmante nos resgates: apenas no início deste mês, 189 cubanos foram socorridos, número quase duas vezes maior que a soma dos dois anos anteriores. Os migrantes enfrentam travessias perigosas em botes pelo rio Tacutu durante a madrugada e transporte em carros superlotados na BR-401, muitas vezes chegando a Boa Vista com sinais de desnutrição e desidratação

Os coiotes levam os migrantes até Lethem, cidade guianense que faz fronteira com o Brasil. Foto: Nalu Cardoso/Rede Amazônica RR

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Diferente da migração venezuelana em Pacaraima, que conta com a Operação Acolhida, a entrada em Bonfim carece de estrutura organizada. “O Brasil sabe que esse fluxo migratório existe, mas não há uma estrutura de atendimento mais efetiva”, critica o pesquisador João Carlos Jarochinski, da UFRR. Atualmente, os cubanos são encaminhados à Polícia Federal em Boa Vista, onde são identificados e multados por entrada irregular

Uma força-tarefa, que inclui o Exército Brasileiro, trabalha na acolhida e regularização de venezuelanos em Pacaraima (RR). Foto: Fábio Tito/Rede Amazônica RR

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Para combater as mentiras dos coiotes, que afirmam que cubanos seriam presos ao tentar entrar legalmente, iniciativas comunitárias surgiram. Evelio Vázquez, refugiado em Roraima, criou um grupo de WhatsApp com mais de 380 pessoas para compartilhar informações reais. “Foi muito frustrante perceber que eu havia sido induzido pelo medo”, relata Evelio, destacando a importância de orientar os conterrâneos sobre a legislação brasileira

Fronteira do Brasil e Guiana. Foto: Nalu Cardoso/Rede Amazônica RR

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Com informações do Portal Amazônia.

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