Zoneamento em Mato Grosso: o que muda com a nova gestão de bacias hidrográficas

A revisão do Zoneamento Socioeconômico e Ecológico (ZSEE) de Mato Grosso avançou com a adoção da Base Hidrográfica Ottocodificada (BHO) como referência para o ordenamento territorial. Uma Nota Técnica Conjunta, elaborada por pesquisadores e instituições socioambientais, reforça que essa escolha garante consistência científica e fortalece a gestão dos recursos naturais

Nota técnica conjunta reforça uso das bacias hidrográficas na revisão do Zoneamento de Mato Grosso
Imagem: Reprodução

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O documento, divulgado pelo Instituto Centro de Vida (ICV) em parceria com a UFMT, UnB e ISA, destaca que a metodologia permite que toda a área de contribuição de um rio, da nascente à foz, seja considerada no planejamento. Isso significa que a definição de zonas e subzonas agora reflete a dinâmica natural das águas, integrando aspectos ambientais, sociais e econômicos.

Segundo Lucas Araújo, analista de geotecnologias do ICV, “a adoção da Base Hidrográfica Ottocodificada como unidade de referência para o planejamento territorial facilita a divisão do espaço geográfico de modo a valorizar a integração de aspectos físicos, bióticos e socioeconômicos”.

Rio Guaporé, na época das chuvas. Foto: Margi Moss

Além da técnica, a medida visa fortalecer a governança participativa. A abordagem já orientou eventos como o 1º Encontro Águas da Bacia do Teles Pires, em Alta Floresta, reunindo povos indígenas, comunidades tradicionais e poder público para debater segurança hídrica e mudanças climáticas.

O processo de revisão técnica é conduzido pela Universidade Federal de Viçosa (UFV). A nota conclui que o uso das ottobacias de nível 6 assegura a consistência entre a base hidrográfica nacional e o zoneamento estadual, promovendo um equilíbrio entre a preservação de vidas e o uso sustentável do território.

Com informações do Portal Amazônia.

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