O Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) promoveu um debate estratégico sobre a conclusão das obras de restauração da BR-319, que liga Porto Velho a Manaus. O foco do encontro foi a governança do bioma nos 21 municípios da área de influência da rodovia, utilizando dados de mais de 1.200 entrevistas e oficinas com lideranças locais.
Os relatórios conclusivos desse estudo devem ser entregues em agosto e servirão de base para a Parceria Público-Privada (PPP) da BR-319, prevista para o período entre 2028 e 2048. Segundo o diretor do Inpa, Henrique Pereira, a Avaliação Ambiental Estratégica (AAE) é fundamental pois “a rodovia já exerce pressão antes mesmo de ser recuperada”. [[IMG_1]]
O plano de governança, apresentado pelo ministro do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, busca integrar preservação e desenvolvimento. A estratégia inclui a regularização fundiária e a instalação de três portais de fiscalização nos municípios de Humaitá, Careiro e Manicoré, além da consolidação de 28 Unidades de Conservação, sendo 11 federais, 9 no Amazonas e 8 em Rondônia.
Para especialistas e movimentos locais, a recuperação da Manaus-Porto Velho é um eixo geopolítico essencial. O engenheiro Marcos Maurício Costa Silva, do Movimento ‘Na Guerra pela BR-319’, afirma que a obra é imprescindível para “mitigar o isolamento da região amazônica”, reduzindo custos logísticos e facilitando o escoamento da produção do Polo Industrial de Manaus e do setor primário regional.
Com informações do Portal Amazônia.