A Meta, gigante de tecnologia que controla o Facebook e o Instagram, está em negociações avançadas para alugar parte de sua capacidade de processamento computacional para a Anthropic, empresa responsável pelo assistente de inteligência artificial Claude. A informação foi revelada nesta sexta-feira (17) pelo jornal The New York Times.
\n\p>De acordo com a reportagem, que baseou as informações em três fontes com conhecimento direto das discussões, o acordo financeiro pode atingir a cifra de US$ 10 bilhões ao longo de um período de dois anos. O modelo de negócio prevê que a Anthropic realize pagamentos em parcelas mensais, embora os termos finais ainda estejam sujeitos a alterações e ambas as partes tenham a possibilidade de encerrar o contrato antecipadamente.
\n\p>Para a Meta, a operação representa um movimento estratégico de diversificação de receitas. Atualmente, a companhia depende fortemente do mercado de publicidade digital. Ao monetizar sua infraestrutura tecnológica, a empresa passa a gerar faturamento direto com seus ativos de hardware, entrando em concorrência direta com provedores de nuvem especializados em IA, como a CoreWeave e a Nebius.
\n\p>As negociações, iniciadas por proposta da Anthropic em junho, enfrentam complexidades operacionais. Isso ocorre porque a Meta ainda não possui um modelo de negócio estruturado especificamente para a venda de sua capacidade de processamento computacional para terceiros. Devido a esse estágio inicial, as conversas podem não resultar em um acordo definitivo.
\n\p>A estratégia da Anthropic de buscar infraestrutura externa já foi testada recentemente. A empresa, que planeja abrir seu capital em bolsa de valores, fechou um acordo para utilizar a capacidade total de um data center da SpaceX, de Elon Musk, localizado em Memphis, nos Estados Unidos.
\n\p>O CEO da Meta, Mark Zuckerberg, já havia sinalizado essa mudança de rumo em reunião com acionistas, afirmando que a entrada da companhia no mercado de computação em nuvem era \”definitivamente uma possibilidade\”. Zuckerberg destacou que a demanda é alta, revelando que empresas buscam a Meta \”quase todas as semanas\” para adquirir acesso aos seus modelos de IA ou à capacidade ociosa de processamento.
\n\p>Recentemente, a Bloomberg News também reportou que a Meta está desenvolvendo um braço de computação em nuvem para comercializar seu excedente de processamento e hospedar modelos de inteligência artificial para desenvolvedores externos, consolidando a transição para um provedor de infraestrutura tecnológica.
Com informações do G1