Uma nova metodologia desenvolvida por pesquisadores da USP promete apertar o cerco contra o comércio ilegal de madeira na Amazônia. Através da análise de isótopos de elementos como oxigênio, carbono e nitrogênio, a equipe está criando um mapa de distribuição química que permite identificar com precisão a região de onde a árvore foi extraída, tornando a fiscalização muito mais rigorosa

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O objetivo principal é fornecer à Polícia Federal (PF) um método de prova inviolável. Atualmente, a fiscalização depende de análises anatômicas e do Documento de Origem Florestal (DOF), mas esses registros podem ser fraudados. “Queremos fornecer para a Polícia Federal [PF] um modelo isotópico que ela possa usar. Para que, a partir dos isótopos, possa dizer se a procedência daquela madeira realmente é de onde consta no DOF”, explica o professor Luiz Antonio Martinelli.
A técnica baseia-se no fato de que a composição química da madeira varia conforme a localização geográfica, influenciada por fatores como a umidade do oceano Atlântico que chega ao continente. Como não é possível falsificar a composição isotópica da celulose, a ferramenta torna-se um escudo contra a fraude documental

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Apesar do avanço, a pesquisa enfrenta desafios no chamado ‘arco do desmatamento’, onde a retirada massiva de árvores reduz a quantidade de amostras disponíveis para a coleta. Para refinar a precisão do modelo, que hoje consegue excluir 80% da área florestal em investigações, a equipe planeja ampliar a coleta de amostras em diversos pontos da região.
Além dos isótopos, o grupo estuda a criação de ‘elementalscapes’, mapas de concentração de elementos químicos, para combinar abordagens e criar a ferramenta definitiva contra o desmatamento ilegal na região amazônica.
Com informações do Portal Amazônia.