Para quem reside na Região Metropolitana de Belém (PA), os lagos Bolonha e Água Preta são referências conhecidas, especialmente por quem frequenta o Parque Ambiental do Utinga. No entanto, a importância desses mananciais vai além do lazer, sendo eles os responsáveis por abastecer aproximadamente 70% das residências da capital paraense.
Apesar da relevância, a qualidade da água e a biodiversidade local enfrentam ameaças devido à urbanização acelerada e à carência de saneamento básico. Esses pontos são centrais na pesquisa de Jackison Mateus Lopes Barros, que examina as transformações no uso do solo e a gestão da bacia hidrográfica ao longo dos anos

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O estudo revela que, embora a cobertura florestal tenha crescido de 39,6% em 1984 para 53,4% em 2023, a expansão urbana desordenada ainda gera impactos. “Esses processos podem contaminar igarapés, lagos e aquíferos que contribuem para o abastecimento público. Quando a água captada apresenta pior qualidade, as estações de tratamento precisam utilizar mais produtos químicos e processos adicionais para torná-la própria para consumo”, alerta o pesquisador.
A análise aponta que a manutenção de áreas verdes é vital para a regulação climática e a mitigação de ilhas de calor na cidade. O autor ressalta que a bacia possui um valor histórico desde 1887, mas que a pressão populacional exige maior rigor no monitoramento ambiental e na recuperação de áreas de preservação permanente.
Para garantir a segurança hídrica de Belém, o pesquisador sugere a ampliação do saneamento básico, o controle do crescimento urbano e o fortalecimento do monitoramento via sensoriamento remoto. O trabalho foi defendido em 2024 no Programa de Pós-Graduação em Geologia e Geoquímica da Universidade Federal do Pará (UFPA).
Com informações do Portal Amazônia.