O Governo Federal lançou em Manaus (AM) o Programa de Pagamento por Serviços Ambientais do Pirarucu (PSA Pirarucu), beneficiando cerca de 5 mil pessoas que atuam no manejo sustentável da espécie. A iniciativa visa valorizar a conservação da biodiversidade e a renda das comunidades tradicionais e indígenas.
Além do PSA Pirarucu, foi anunciada uma portaria que permite a certificação orgânica do pirarucu de manejo sustentável em Terras Indígenas e Unidades de Conservação, abrindo portas para mercados mais valorizados e programas de compras públicas com acréscimo de até 30% no preço.
O programa mobilizará cerca de R$ 15 milhões ao longo de dois anos, financiados pelo Green Climate Fund (GCF) e com apoio do PNUD. Aproximadamente 1,3 mil moradores de seis Unidades de Conservação federais serão diretamente impactados.
“Esta é uma atividade que adquiriu grande importância em UCs federais do Amazonas: ao mesmo tempo em que contribui para a conservação do pirarucu, gera renda e melhora as condições de vida das comunidades locais”, afirma o coordenador-geral do ICMBio, Tiago Eli.

A iniciativa se integra ao Plano Nacional de Desenvolvimento da Bioeconomia (PNDBio) e ao Programa Nacional de Sociobioeconomia (Prospera), buscando fortalecer a economia da sociobiodiversidade e o papel das comunidades tradicionais na conservação.
A ministra Marina Silva destacou que o programa pode aumentar a renda dos manejadores em até 40%, valorizando o trabalho já realizado na proteção dos recursos naturais. A certificação orgânica também abre novas oportunidades de mercado e acesso a políticas de apoio.
Com informações do Portal Amazônia.