Curso de Juliano Cazarré gera debate sobre masculinidade

O anúncio do curso “O Farol e a Forja”, idealizado por Juliano Cazarré, agitou as redes sociais e o meio artístico. O evento, que promete reunir homens em São Paulo em julho, tem como objetivo discutir temas como masculinidade, legado, paternidade e espiritualidade.

A polêmica começou por causa da proposta de discutir o “desamparo da figura masculina” e a ideia de que “o mundo precisa de homens que assumam seu papel”. Para alguns, essa narrativa pode reforçar visões problemáticas sobre gênero.

Artistas como Marjorie Estiano se manifestaram, apontando que o discurso de Cazarré reproduz uma lógica que “alimenta estruturas de violência contra mulheres”. Claudia Abreu questionou o momento de propor discussões sobre masculinidade, lembrando os altos índices de feminicídio no Brasil.

Elisa Lucinda classificou o projeto como um “delírio preocupante”, enquanto Julia Lemmertz e Betty Goffman também expressaram seu desconforto. Críticas também foram direcionadas ao uso de referências religiosas, consideradas excludentes por alguns.

A discussão se estendeu para além do curso, com apoiadores de Cazarré acusando críticos de censura e perseguição ideológica. O ator, por sua vez, afirmou já ter sido “cancelado” diversas vezes por suas posições e que não pretende mudar de ideia.

A controvérsia expõe uma disputa maior sobre gênero, poder e a forma como esses temas são discutidos na esfera pública. O curso se tornou um símbolo dessa polarização.

Até uma postagem enigmática de Letícia Cazarré sobre “reinvenção” foi interpretada como uma resposta indireta à polêmica. Com o evento mantido, a tensão continua.

A pergunta que fica é: o curso representa um espaço legítimo para debate ou uma forma de perpetuar discursos de poder ultrapassados? Essa dúvida centralizou a discussão em torno da figura de Juliano Cazarré.

Com informações de O Fuxico.

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