Correios: reestruturação tem resultados iniciais abaixo do esperado

Correios divulgam balanço da reestruturação e apontam prejuízo de R$ 8 bilhões em 2025. Meta de PDV não foi alcançada

Os Correios apresentaram um balanço parcial de seu plano de reestruturação nesta quinta-feira (23), revelando que os resultados iniciais estão abaixo das expectativas. A estatal também informou um prejuízo de mais de R$ 8 bilhões em 2025, evidenciando os desafios enfrentados pela empresa.

O plano de reestruturação, aprovado pelo Conselho de Administração há cinco meses, se baseia em três eixos principais: recuperação financeira, consolidação do modelo de negócio e crescimento estratégico. Para alcançar as metas, a empresa conta com ações como o Programa de Demissão Voluntária (PDV), a reestruturação da rede de atendimento, a modernização da infraestrutura, a venda de ativos e a expansão para o comércio eletrônico.

O PDV, no entanto, não atingiu a adesão esperada. A projeção inicial era de 10 mil funcionários aderindo em 2026 e mais 5 mil em 2027, mas apenas 3,2 mil se inscreveram. Apesar disso, o presidente dos Correios, Emmanoel Schmidt Rondon, avaliou o resultado como positivo, comparando-o ao PDV anterior, que teve uma adesão de 3,8 mil pessoas em um período maior. “Como vocês podem ver, o PDV que abrimos este ano teve uma duração menor que o outro, que durou o ano todo e atingiu a mesma quantidade de funcionários”, afirmou Rondón.

A estatal espera uma economia de R$ 923 milhões com as adesões aos PDVs. Outra frente de ação é a venda de imóveis, mas os leilões iniciais tiveram baixo desempenho. Dos 21 imóveis colocados à venda em fevereiro, apenas 4 foram arrematados, gerando uma arrecadação de cerca de R$ 11,3 milhões até o momento. Novos leilões estão programados para abril, com 42 propriedades disponíveis.

Os Correios também planejam fechar mil unidades de atendimento até o final do ano, sem comprometer a universalização do serviço. Até o momento, 127 unidades foram fechadas, e outras 700 podem ter suas funcionalidades modificadas por meio de parcerias com outros órgãos públicos. A empresa também registrou uma queda de 43% no volume de encomendas em atraso após a reformulação das rotas de entrega e a renegociação de dívidas, que geraram uma economia de R$ 321 milhões.

“A falta de liquidez estava afetando os nossos problemas de funcionamento. Após a chegada do empréstimo, tivemos um alcance de pontualidade de 99% dos contratos”, afirmou Rondón. A empresa pretende diversificar suas receitas e modernizar a malha logística para aumentar a eficiência operacional. A possibilidade de uma nova captação de empréstimo de R$ 8 bilhões não foi descartada, mas o valor pode ser menor.

Com informações do G1

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