Em Manaus (AM), o espetáculo ‘Borboletas bebem lágrimas de tartarugas’, de Ítalo Rui, transforma em arte uma curiosa interação da natureza amazônica: borboletas que se alimentam das lágrimas de tartarugas. A obra, que está em temporada na cidade, propõe reflexões sobre memória, território e ancestralidade.
A peça se baseia em pesquisa científica do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), que documenta esse comportamento – a lacrifagia – onde as borboletas obtêm sais minerais das lágrimas das tartarugas. A dramaturgia constrói uma narrativa simbólica a partir dessa relação.
No palco, o público acompanha a história de Tapy, uma tartaruga que aprende sobre o tempo, o rio e a si mesma. Ítalo Rui interpreta diversos personagens, utilizando teatro de formas animadas. A estética poética traduz conceitos científicos em experiências acessíveis.
O processo de criação envolveu uma imersão na ciência, com a equipe artística acompanhando pesquisadores do Inpa e do Museu da Amazônia (MUSA), observando de perto o comportamento das espécies. A experiência permitiu incorporar elementos científicos com fidelidade à narrativa artística.

“Vi um vídeo em que apareciam borboletas sobrevoando as tartarugas, uma imagem linda e comecei a pesquisar mais sobre tartarugas. Foi quando descobri que elas depositam seus ovos nos mesmos bancos de areia em que nasceram”, conta Ítalo Rui.
Com informações do Portal Amazônia.