A Meta anunciou, nesta quarta-feira (13), a chegada de um modo “anônimo” no WhatsApp, focado especificamente nas interações com o seu chatbot de inteligência artificial. A novidade surge como uma resposta direta às crescentes preocupações dos usuários sobre a privacidade de informações sensíveis compartilhadas com a tecnologia.
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De acordo com a empresa, o novo recurso permitirá que as pessoas tenham conversas temporárias e privadas com o Meta AI, o assistente virtual que já está integrado ao aplicativo há algum tempo. O objetivo é criar uma camada extra de proteção para quem não deseja que seus dados fiquem registrados.
A Meta explicou que, ao ativar esse modo, as mensagens serão processadas em um “ambiente seguro”, ao qual nem mesmo a própria companhia terá acesso. Diferente do fluxo normal, as conversas não serão salvas por padrão e desaparecerão automaticamente assim que a sessão for encerrada.
A medida é estratégica, já que os sistemas de IA generativa são frequentemente questionados por utilizarem volumes massivos de dados para treinamento. Em muitos casos, informações pessoais fornecidas pelos usuários em chats comuns acabam alimentando a evolução dos modelos de linguagem.
O movimento da Meta acompanha a tendência de outras gigantes do setor. O Google Gemini, por exemplo, já permite que o usuário desative o histórico de conversas para evitar que os dados sejam usados no treinamento da IA. O ChatGPT, da OpenAI, também oferece controles semelhantes de privacidade.
A decisão de implementar o modo anônimo ocorreu porque a empresa notou que os usuários frequentemente utilizam a IA para tirar dúvidas sensíveis, compartilhando dados de saúde, informações financeiras, detalhes pessoais ou questões relacionadas ao trabalho.
“Estamos começando a fazer muitas perguntas importantes sobre nossas vidas para sistemas de IA, e nem sempre parece que você deveria precisar compartilhar as informações por trás dessas perguntas com as empresas que operam esses sistemas”, afirmou Will Cathcart, chefe do WhatsApp na Meta, em conversa com jornalistas.
Cathcart ressaltou que, apesar do anonimato, o sistema manterá rigorosos mecanismos de segurança para evitar respostas sobre temas nocivos. Caso o usuário tente acessar conteúdos perigosos, a IA tentará direcioná-lo para informações úteis ou, se necessário, recusará a resposta e interromperá a interação.
Vale destacar que, no modo anônimo, a interação será limitada a perguntas e respostas em texto; não será possível enviar ou gerar imagens. Além disso, a Meta exigirá a confirmação de idade, mantendo a regra de que menores de 13 anos não podem utilizar suas plataformas.
Com informações do G1