O cenário digital global registrou um marco histórico nesta sexta-feira (12). Jimmy Donaldson, mundialmente conhecido como MrBeast, tornou-se o primeiro criador de conteúdo individual a superar a marca de 500 milhões de inscritos no YouTube. O feito foi oficialmente celebrado pela plataforma em seu site.
MrBeast consolidou sua fama através de produções extravagantes, caracterizadas por desafios extremos e a distribuição de quantias milionárias. O influenciador é conhecido por reinvestir a maior parte de seus ganhos na qualidade de seus vídeos, misturando entretenimento de massa com projetos de impacto social.
Entre seus conteúdos mais emblemáticos, destaca-se a recriação da série “Round 6” na vida real, que contou com um prêmio de US$ 456.000,00. Além disso, o youtuber já colaborou com grandes estrelas globais, como o jogador de futebol Cristiano Ronaldo.
A conexão do influenciador com o Brasil também é notável. Em um de seus vídeos, MrBeast e sua equipe passaram a noite na Ilha das Cobras, no litoral de São Paulo, utilizando equipamentos de proteção para enfrentar um dos locais mais perigosos do mundo devido à alta concentração de serpentes venenosas.
Para além das telas, Donaldson expandiu sua marca para o setor gastronômico. No Brasil, ele opera a hamburgueria MrBeast Burger, focada em delivery e preços populares. O modelo de negócio, iniciado nos Estados Unidos em 2020, já soma mais de 1.700 pontos de venda globalmente.
Recentemente, o influenciador lançou o reality show “Beast Games” no Prime Video, onde mil participantes disputaram um prêmio de US$ 5.000.000,00. No entanto, a produção tornou-se alvo de processos judiciais. Participantes alegam ter sido submetidos a condições inadequadas, além de relatarem um ambiente marcado por sexismo e misoginia.
As polêmicas se estendem ao ambiente corporativo. Em abril deste ano, a brasileira Lorrayne Mavromatis denunciou ter sofrido assédio sexual e moral enquanto trabalhava na MrBeast Industries. Em vídeo publicado no Instagram, ela relatou a disparidade de tratamento entre gêneros na empresa.
“Eu era uma das poucas mulheres no alto escalão executivo e, muitas vezes, a única mulher na sala. Quando eu dava uma ideia, era chamada de burra, apenas para ficar ali e assistir um homem dizer exatamente a mesma coisa noventa segundos depois e receber uma rodada de aplausos”, relatou a brasileira.
Com informações do G1