Natural de Manaus (AM), a empresária Paula Pereira trocou a capital amazonense por Marrakech, no Marrocos, há 12 anos. Especialista em turismo, ela administra uma agência focada em brasileiros, mas é na Copa do Mundo que a tensão aumenta. Com o Brasil enfrentando Marrocos na fase de grupos do Mundial de 2026, Paula detalha a complexidade de torcer pelo Hexa em um país apaixonado pelos ‘Leões do Atlas’.

A manauara revela que a euforia precisa ser controlada para evitar conflitos com a torcida local. “Eu só não posso torcer de forma eufórica aqui, né, porque a torcida marroquina é bem inflamada e, apesar dos dois países terem uma relação diplomática muito próxima, quando se trata de futebol é meio complicado brasileiro torcer contra eles”, explica Paula.

Apesar da rivalidade esportiva, a empresária mantém a admiração mútua entre as culturas. Ela recorda a experiência eletrizante de 2022, quando torceu pelos marroquinos após a eliminação do Brasil. Para o duelo atual, seu palpite é de 2 a 1 para a Seleção Brasileira, embora admita que não ficaria triste caso o Marrocos vencesse, dada a qualidade da equipe africana.
Longe de casa, a nostalgia fala mais alto que o futebol. Paula retorna anualmente a Manaus para reencontrar a família e a culinária regional. “Sinceramente, depois da família, a primeira coisa que sinto falta é das nossas chuvas, aqui chove pouco. Depois vem o peixe, as cachoeiras, os igarapés, o tucumã, a nossa floresta amazônica, o meu boi Garantido, o termo ‘mana’, os maritacas e, claro, o x-caboquinho”, confessa.

Para fugir do calor intenso de Marrakech, que ultrapassa os 40ºC entre junho e setembro, a amazonense passará quatro meses no bairro Parque Dez de Novembro, em Manaus. A expectativa é acompanhar a Copa do Mundo perto das filhas e netas, com a promessa de “tomar um banho de cachoeira e comer uma caldeirada de tambaqui”.
Com informações do Portal Amazônia.