A SpaceX, empresa de exploração espacial de Elon Musk, registrou a maior oferta pública inicial (IPO) da história do mercado global. A operação movimentou US$ 85,7 bilhões (aproximadamente R$ 435,6 bilhões) nos Estados Unidos, conforme anunciado pela companhia nesta segunda-feira (15).
O montante final foi impulsionado pela venda de um lote adicional de ações pelos bancos responsáveis pela operação, um mecanismo técnico conhecido no mercado financeiro como “greenshoe”. Esse recurso funciona como uma válvula de segurança, permitindo que as instituições ajustem a quantidade de papéis para evitar oscilações bruscas de preço logo nos primeiros dias de negociação.
A estreia na Nasdaq, ocorrida na última sexta-feira (12), foi marcada por um forte otimismo. As ações subiram 19% logo no início, elevando o valor de mercado da SpaceX para mais de US$ 2 trilhões. Com esse salto, Elon Musk alcançou um marco inédito, tornando-se a primeira pessoa no mundo a atingir a marca de trilionário.
Para a operação, a empresa definiu o preço de oferta em US$ 135 por ação, totalizando a venda de 555,56 milhões de papéis. O sucesso da estreia reflete a lei básica de oferta e demanda: a alta procura por parte dos investidores, superando a quantidade de ações disponíveis, empurrou os preços para cima.
O interesse massivo na SpaceX, no entanto, não se baseia apenas nos lucros imediatos. Ao encerrar o ano de 2025, a companhia apresentou uma receita próxima de US$ 18,7 bilhões, mas registrou um prejuízo líquido de cerca de US$ 4,9 bilhões. Apesar disso, o mercado aposta no potencial de crescimento a longo prazo.
A tese dos investidores reside na diversificação dos negócios de Musk. Além dos lançamentos de foguetes, a SpaceX controla a Starlink, rede de internet via satélite que expande a conectividade global, e atua em inteligência artificial por meio da xAI. Além disso, o desenvolvimento do Starship é visto como a peça-chave para baratear drasticamente o acesso ao espaço e viabilizar novas fronteiras comerciais.
Com informações do G1