Banco do Brasil não tem interesse em assumir o BRB

Em resposta ao TCU, Banco do Brasil nega intenção de federalizar o BRB, abalado por irregularidades no Banco Master

O Banco do Brasil (BB) informou ao Tribunal de Contas da União (TCU) que não possui interesse em “federalizar” o Banco de Brasília (BRB). A resposta foi dada em documento enviado nesta quarta-feira (11), no qual o BB afirma não ter realizado estudos, notas técnicas ou qualquer outro ato preparatório relacionado à possível aquisição do controle do BRB.

A manifestação do Banco do Brasil ocorre em resposta a um pedido do ministro do TCU, Bruno Dantas, que solicitou aos bancos públicos federais e ao Ministério da Fazenda que informassem se haviam cogitado ou analisado a “federalização” do BRB. O prazo para resposta ainda está em aberto, e outros órgãos ainda não se manifestaram.

A situação do BRB se tornou delicada após a revelação de irregularidades em transações com o Banco Master, investigadas pela Operação Compliance Zero da Polícia Federal, em novembro de 2025. Diante disso, começaram a circular rumores sobre a possibilidade de uma instituição federal comprar o BRB, o que retiraria o governo do Distrito Federal da posição de acionista controlador.

O pedido de informações do TCU surgiu a partir de uma solicitação do subprocurador-geral do Ministério Público junto ao TCU, Lucas Furtado. A Caixa Econômica Federal, o BNDES e o Ministério da Fazenda também foram acionados. Bruno Dantas determinou que, caso o tema esteja em estudo, os órgãos devem apresentar os “documentos mínimos” que demonstrem o andamento das discussões.

Em entrevista recente, o secretário do Tesouro e presidente do Conselho de Administração da Caixa, Rogério Ceron, afirmou que o banco acompanha a situação do BRB como uma eventual “oportunidade de negócio”. No entanto, o TCU justifica a solicitação de informações pela “materialidade potencial elevada” e pelo “risco de efeitos relevantes sobre o patrimônio público federal”.

O despacho de Bruno Dantas detalha as informações solicitadas a cada órgão. Do Banco do Brasil e da Caixa, são pedidos estudos, notas técnicas e deliberações internas sobre a possível aquisição ou federalização do BRB. Do BNDES, solicita-se informações sobre pleitos ou consultas relacionadas ao saneamento financeiro do BRB. Já do Ministério da Fazenda, pede-se informações sobre iniciativas e estimativas de impacto fiscal em caso de assunção de responsabilidades.

“Ademais, em operações envolvendo reestruturação bancária, aquisição de ativos, participação societária ou soluções de capitalização, é comum que a formação da decisão se dê de forma célere e por etapas, com atos preparatórios e registros de governança que antecedem a formalização final, muitas vezes sob sigilo e condicionados a janelas de mercado”, completou o ministro.

Com informações do G1

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