A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos projeta que a liberação de um novo empréstimo, destinado a mitigar a crise financeira da estatal, ocorra até a próxima terça-feira, dia 15 deste mês.
De acordo com apuração do g1, a nova entrada de recursos deve ser viabilizada por meio de um consórcio bancário. O modelo segue a estratégia adotada no encerramento do ano passado, quando foram captados R$ 12 bilhões, porém, desta vez, a operação contará com a participação de três instituições financeiras internacionais — Citibank, J.P. Morgan e Deutsche Bank — além do Banrisul.
O montante do novo crédito, fixado em R$ 7 bilhões, já havia sido mencionado pela estatal em suas demonstrações financeiras referentes ao primeiro semestre deste ano, as quais foram publicadas no final de agosto.
“Encontra-se em estágio avançado de estruturação uma nova operação de crédito no montante aproximado de R$ 7 bilhões. A operação vem sendo discutida com potenciais instituições financeiras participantes, estando seus principais elementos econômico-financeiros e contratuais em fase avançada de alinhamento”, informou a empresa.
Paralelamente à captação de crédito, a estatal confirmou a existência de um acordo com o governo federal para a realização de um aporte de capital no valor de R$ 6 bilhões, com prazo de execução até o encerramento de 2027.
“Nesse contexto, a União assumiu compromisso de realizar aporte de capital no montante de R$ 6 bilhões até o final de 2027, destinado ao fortalecimento da situação econômico-financeira e patrimonial da Empresa”, detalhou a companhia.
A busca por novos recursos ocorre em um momento crítico para a saúde financeira da estatal, que acumula 15 trimestres consecutivos de resultados negativos. No fechamento do primeiro semestre deste ano, os Correios registraram um prejuízo total de R$ 5,6 bilhões.
Apesar do cenário desafiador, os dados do segundo trimestre indicam que o prejuízo foi inferior ao registrado nos dois períodos anteriores (o primeiro trimestre de 2026 e o quarto trimestre de 2025). Esse resultado sugere um início de recuperação financeira, especialmente após o prejuízo recorde contabilizado no primeiro trimestre de 2026.
Com informações do G1