CVM multa Vorcaro em R$ 20 milhões e Banco Master em R$ 12,5 milhões por fraude

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) decidiu, por unanimidade, nesta terça-feira (8), condenar Daniel Vorcaro e o Banco Master. A punição ocorre devido a uma operação fraudulenta realizada no mercado de capitais que envolvia um fundo imobiliário.

As penalidades financeiras foram expressivas: Vorcaro foi multado em R$ 20.000.000,00, enquanto o Banco Master terá de pagar R$ 12.500.000,00. Além deles, o processo também puniu outros envolvidos, incluindo o pai de Daniel, Henrique Vorcaro, e seu primo, Felipe Vorcaro.

O julgamento aconteceu na sede da CVM, localizada no Centro do Rio de Janeiro, com início às 15h. A sessão foi aberta ao público e à imprensa. O diretor João Accioly, relator do caso, votou pela condenação dos réus, posição que foi integralmente seguida pelos demais membros do colegiado.

A investigação foi iniciada pela Superintendência de Registro de Valores Mobiliários. O objetivo era apurar irregularidades no processo de emissão e distribuição de cotas do fundo Brasil Real.

De acordo com a denúncia, o grupo teria utilizado laudos falsos para elevar artificialmente o valor de imóveis. Essa manobra teria prejudicado os investidores do fundo. Para o corpo técnico da CVM, tais condutas caracterizam claramente uma operação fraudulenta dentro do mercado de capitais.

Durante a sessão, o relator destacou que existem provas suficientes para confirmar a acusação e comprovar que houve a obtenção de vantagem indevida por meio da distribuição das cotas do fundo.

Antes que o mérito do caso fosse analisado, as defesas de Vorcaro e dos demais acusados solicitaram o adiamento do julgamento. No entanto, o relator negou o pedido, argumentando que o processo já possuía elementos bastantes para ser julgado.

Houve ainda uma tentativa dos acusados de propor um acordo para encerrar a disputa jurídica, mas a proposta foi rejeitada pela CVM. Ao final, a decisão tornou-se unânime, confirmando a condenação de Vorcaro e dos demais citados.

Em relação ao posicionamento dos envolvidos, a defesa nega qualquer irregularidade e sustenta que todas as operações financeiras respeitaram as normas do mercado. Atualmente, Daniel Vorcaro, Henrique Vorcaro e Felipe Vorcaro encontram-se sob prisão preventiva.

Com informações do G1

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