Desaprovação de Trump sobe a novo patamar com guerra ao Irã

Pesquisa revela recorde de desaprovação a Trump em meio à crise com o Irã e impacto na economia americana

A desaprovação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, atingiu o maior nível já registrado, segundo pesquisa Washington Post-ABC News-Ipsos divulgada neste domingo (3). O levantamento indica insatisfação generalizada com a atuação do republicano na guerra com o Irã e em outras questões importantes, a seis meses das eleições de meio de mandato.

De acordo com a pesquisa, 62% dos americanos desaprovam o governo Trump, enquanto 37% o aprovam, um número próximo aos 39% observados em fevereiro. A pesquisa foi realizada online com 2.560 adultos entre 24 e 28 de abril.

A avaliação do presidente em relação à economia, pilar de sua retomada política em 2024, piorou desde o início da guerra com o Irã, em 28 de fevereiro. A maioria dos americanos (66% a 33%) desaprova a condução da crise com o Irã por Trump. Na economia, a aprovação do republicano caiu sete pontos, para 34%, em meio à alta dos preços da gasolina. A aprovação em relação à inflação recuou cinco pontos, para 27%.

O custo de vida é o ponto mais crítico, com apenas 23% de aprovação e 76% de desaprovação. O crescente descontentamento está diretamente ligado à guerra: o preço da gasolina subiu cerca de 40% desde o início do conflito, segundo a associação automobilística AAA. A inflação subiu 0,9% em março, atingindo 3,3% no acumulado em 12 meses, influenciada pela alta nos custos de energia, alimentos e moradia.

A disparada do preço do barril de petróleo, que chegou a superar US$ 120, é um fator chave. Na última sexta-feira, o Brent fechou a US$ 108,17, alta de cerca de 50% desde 28 de fevereiro. Conforme o g1 já noticiou, a alta nos preços de energia pode prejudicar a disputa legislativa do partido de Trump em novembro. O bloqueio do Estreito de Ormuz, principal rota global do petróleo, é o principal fator por trás da alta.

Neste domingo, Trump afirmou que os EUA vão guiar em segurança navios presos no Estreito de Ormuz a partir da segunda-feira (4), no horário do Oriente Médio, para embarcações de países não envolvidos na guerra. “Para o bem do Irã, do Oriente Médio e dos EUA, informamos a esses países que guiaremos seus navios com segurança para fora dessas vias navegáveis ​​restritas, para que possam seguir com suas atividades livremente”, escreveu em sua rede social, a Truth Social.

Com informações do G1

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