Copa do Mundo 2026: saiba como conciliar jogos e trabalho sem riscos profissionais

A proximidade da Copa do Mundo de 2026 começa a gerar expectativas no ambiente corporativo brasileiro. Com a possibilidade de jogos da Seleção Brasileira ocorrerem em dias úteis, surge a dúvida comum entre os trabalhadores sobre a flexibilização de horários e a concessão de folgas.

É fundamental esclarecer que, do ponto de vista da legislação trabalhista, a liberação de funcionários para assistir às partidas não é uma obrigação legal das empresas. Embora muitas organizações adotem políticas de flexibilidade para manter o clima organizacional positivo, a decisão final cabe ao empregador. Por isso, a recomendação é que o trabalhador consulte previamente as normas internas ou alinhe a situação com sua liderança imediata.

Para profissionais de Recursos Humanos, o maior desafio durante o evento é equilibrar a descontração natural do torneio com a manutenção da produtividade e do profissionalismo. Comportamentos excessivos podem comprometer a imagem do colaborador e, em casos extremos, gerar conflitos no ambiente de trabalho.

“A descontração não é um passe livre para esquecer que estamos em um ambiente corporativo”, afirma Eliane Aere, presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-SP). A especialista ressalta que, embora ações como bolões, decorações temáticas e a transmissão de jogos possam aumentar o engajamento das equipes, elas não devem prejudicar as entregas, o atendimento ao cliente ou o respeito mútuo.

Outro ponto de atenção é a inclusão. É necessário lembrar que nem todos os colaboradores possuem interesse por futebol. Manter um ambiente respeitoso para quem não acompanha a competição é essencial para evitar a exclusão de colegas.

Quanto ao uso de tecnologia, a orientação é a moderação. Conferir o placar rapidamente é geralmente aceitável, mas o uso excessivo de redes sociais e celulares durante o expediente pode transmitir falta de comprometimento e desatenção às responsabilidades profissionais.

Para garantir que a experiência seja positiva, especialistas sugerem evitar gritos excessivos, provocações constantes entre colegas e reações agressivas contra árbitros ou jogadores. A recomendação final é que, após o apito final, o foco seja retomado rapidamente para que a produtividade da empresa não seja impactada negativamente.

Com informações do G1

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