A poluição atmosférica causada por incêndios florestais na Amazônia Legal e no Cerrado setentrional gera um prejuízo médio anual de R$ 17,6 milhões aos cofres do Sistema Único de Saúde (SUS). O dado é fruto de um estudo da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), que analisou internações por doenças cardiorrespiratórias entre 2010 e 2021.
A pesquisa destaca que os maiores custos estão concentrados no chamado Arco do Desmatamento, onde a fronteira agrícola avança sobre a floresta. Cidades como Vila Rica, Confresa e Santana do Araguaia registraram índices críticos, com a poluição respondendo por mais de 30% das internações hospitalares

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Para os pesquisadores, esses gastos representam uma “externalidade negativa”, onde quem promove as queimadas ilegais lucra economicamente, enquanto o Estado e a população marginalizada arcam com os custos de saúde. A inalação de partículas ultrafinas (PM2,5) agrava quadros de asma, pneumonia e até acidentes vasculares.
O cenário acende um alerta vermelho para o segundo semestre de 2026, com probabilidade superior a 80% de retorno do fenômeno El Niño. Historicamente, esse evento reduz as chuvas no Norte e Centro-Oeste, favorecendo secas prolongadas e incêndios de grandes proporções
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Embora 2025 tenha apresentado redução nos focos de incêndio devido a chuvas e fiscalização, a iminência do El Niño coloca as autoridades em regime de atenção. O estudo serve como base para que gestores públicos planejem ações preventivas e evitem o colapso financeiro das unidades de saúde regionais.
Com informações do Portal Amazônia.