O cacique Raoni Mẽtyktire, uma das lideranças indígenas mais influentes do mundo, está internado no Hospital São Paulo (Unifesp) para cuidados intensivos. Aos 93 anos, o líder do povo Mebêngôkre (Kayapó), cujas terras formam um dos maiores corredores de floresta protegida entre o Pará e Mato Grosso, enfrenta fragilidade física, mas mantém a mente focada no futuro da causa indígena

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Em entrevista, seu neto e assessor, Takakpe Tapayuna Mẽtyktire, revelou que Raoni manifestou um “alerta espiritual” antes de adoecer, orientando que a nova geração de lideranças, como seu tio Megaron Txucahamãe, assumisse a linha de frente. A maior preocupação do cacique é que a juventude não continue a luta contra a corrupção e a invasão de terras por interesses financeiros

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Um dos maiores anseios de Raoni é a demarcação da Terra Indígena (TI) Kapoto-Nhĩnore, seu local de origem. O território é considerado sagrado, mas foi tomado por fazendeiros após a morte do irmão do cacique na década de 1950. Embora a Funai tenha aprovado os estudos de delimitação em 2023, a lentidão do Estado brasileiro gera desânimo no líder

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O legado de Raoni também é registrado no livro ‘Memórias do Cacique’, que detalha a cosmologia Kayapó e a importância da educação para a sobrevivência cultural. O líder incentiva que os jovens estudem para “terem força para enfrentar qualquer ataque, também desses que vêm atacando juridicamente os direitos dos povos indígenas”, sem jamais perderem a tradição ancestral.
Com informações do Portal Amazônia.