A Comissão Europeia anunciou, nesta segunda-feira (13), a criação de uma iniciativa conjunta com 15 parceiros para destinar 883,6 milhões de euros — valor equivalente a US$ 1 bilhão — em auxílio financeiro para a Faixa de Gaza.
A chamada “Iniciativa Equipe Gaza” foi formalizada durante a reunião do Grupo de Doadores para a Palestina, realizada em Bruxelas. O consórcio de apoio é composto por 12 países europeus, o Japão, além de duas instituições financeiras de peso global: o Banco Mundial e o Banco Europeu de Investimento.
O objetivo central do aporte de capital é viabilizar projetos de recuperação inicial. Os recursos serão destinados tanto a obras que já estão em andamento quanto a novos planejamentos voltados para a melhoria das condições de vida da população local, severamente impactada pelos conflitos.
Paralelamente ao apoio financeiro, o cenário político na região apresenta mudanças significativas. Na última quinta-feira (9), o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, assinou um decreto convocando eleições legislativas para o dia 28 de novembro.
Este movimento ocorre três dias após o grupo Hamas anunciar oficialmente a dissolução do órgão que administrou a Faixa de Gaza por quase duas décadas. Se confirmadas, as eleições serão as primeiras do gênero em quase vinte anos, marcando uma tentativa de transição para um governo civil.
“O decreto presidencial conclama o povo palestino em Jerusalém, na Cisjordânia e na Faixa de Gaza a participar de eleições legislativas livres e diretas para escolher os membros do Conselho Legislativo Palestino na data estabelecida”, informou a agência oficial de notícias Wafa.
A saída do Hamas do comando administrativo foi formalizada na segunda-feira (6), com a renúncia do chefe do governo ligado ao grupo, Mohammed al-Farra. A vacância do cargo abre caminho para que um comitê tecnocrático palestino assuma a implementação da governança civil no território.
De acordo com Ismail Thawabta, diretor-geral do escritório de mídia do Hamas em Gaza, a decisão visa “aliviar o sofrimento resultante da guerra em curso, o atraso na reconstrução, o cerco contínuo, o fechamento das passagens de fronteira e a recusa do Exército israelense em se retirar”.
O contexto econômico e social de Gaza permanece crítico. Embora um acordo de cessar-fogo tenha entrado em vigor em 10 de outubro de 2025, permitindo a troca de reféns e prisioneiros, a segunda fase do acordo — que prevê o desarmamento do Hamas e a retirada das forças israelenses — segue estagnada.
Atualmente, propostas lideradas pelo Conselho de Paz dos Estados Unidos buscam estabelecer mecanismos definitivos para a reconstrução da infraestrutura, a retirada total de tropas israelenses e a implantação de uma força internacional de paz para garantir a estabilidade da região.
Com informações do G1