Nova bandeira do Amazonas: o que muda e por que o símbolo será alterado

A bandeira do Amazonas passará por uma mudança histórica após 129 anos. Um projeto de lei aprovado pela Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) prevê a alteração do número de estrelas estampadas no símbolo oficial, saltando de 25 para 62. A medida visa atualizar a representação territorial, incluindo todos os municípios amazonenses existentes atualmente.

Nova bandeira do Amazonas terá a inclusão de 37 novas estrelas, totalizando o número de 62 para representar a quantidade de municípios existentes no Estado. Foto: Reprodução

A proposta altera a Lei nº 1.513/1982 para incluir 37 novas estrelas, corrigindo a defasagem desde 1897. Seguindo a lógica da bandeira do Brasil, a nova regra permitirá que o símbolo estadual seja atualizado automaticamente sempre que houver criação, extinção ou fusão de municípios. A proposta agora aguarda sanção governamental para entrar em vigor.

jornal do commercio sobre bandeira
Jornal do Commercio. Manaus, 25 setembro 1970. Foto: Reprodução/Blog do Coronel Roberto

A decisão gerou debates nas redes sociais, com internautas sugerindo mudanças mais profundas. O texto relembra que, na gestão de Danilo Areosa (1967-1971), o poeta Luiz Bacellar já havia sugerido um modelo com fundo verde e faixa branca para evitar a “semelhança com a bandeira americana”, que era alvo de chacotas na época.

Historicamente, as cores branca, azul e vermelha da bandeira atual remetem ao batalhão militar amazonense que lutou na Batalha de Canudos, em 1897. As 25 estrelas originais representavam as cidades daquela época, incluindo a então capital Boa Vista, hoje capital de Roraima. No centro do retângulo azul, a estrela de primeira grandeza simboliza Manaus.

Atual bandeira do Amazonas contém 25 estrelas, que simboliza os municípios existentes em 1897. Foto: Reprodução

A consolidação do símbolo atual ocorreu apenas em 1982, mas a nova emenda parlamentar moderniza a identidade visual do estado para refletir a realidade demográfica e política do século XXI.

Com informações do Portal Amazônia.

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