Embrapa lança capim BRS Carinás para aumentar produtividade da pecuária

A Embrapa anunciou o lançamento de uma nova cultivar de Brachiaria decumbens, espécie de capim amplamente utilizada na alimentação do gado em todo o território brasileiro. Batizada de BRS Carinás, a nova variedade surge como uma alternativa estratégica para a formação de pastagens, visando otimizar a eficiência produtiva do setor pecuário.

A Brachiaria decumbens, popularmente conhecida no campo como “braquiarinha”, é reconhecida por sua alta resistência e adaptabilidade, sendo a base de muitas propriedades, especialmente na região Centro-Oeste. No entanto, o setor enfrentava uma limitação tecnológica: durante aproximadamente 60 anos, os pecuaristas brasileiros dispunham de apenas uma cultivar comercial dessa espécie, a Basilisk.

O desenvolvimento da BRS Carinás foca no aumento da oferta de biomassa. A nova cultivar foi projetada para proporcionar uma maior produção de forragem e de folhas, o que impacta diretamente a capacidade de suporte do pasto. Na prática, isso permite que o produtor rural coloque mais animais na mesma área de pastagem sem comprometer a qualidade da nutrição do rebanho.

Do ponto de vista econômico e de produtividade, a inovação representa um salto significativo no ganho de peso dos bovinos. De acordo com os dados técnicos fornecidos pela Embrapa, a utilização da BRS Carinás resultou em um ganho de peso bovino de 13,3 arrobas por hectare ao ano.

Quando comparada à cultivar Basilisk, que apresenta uma média de 11,9 arrobas ao ano, a nova variedade proporciona um incremento de produtividade de cerca de 12%. Para o pecuarista, esse aumento na eficiência por hectare significa a possibilidade de elevar a receita bruta da propriedade sem a necessidade de expandir a área de plantio, otimizando o uso da terra.

Essa evolução tecnológica é fundamental para a competitividade da pecuária brasileira, permitindo que o produtor aumente a produção de carne por hectare e melhore a rentabilidade do negócio, reduzindo a dependência de expansões territoriais e focando na intensificação sustentável da produção animal.

Com informações do G1

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